segunda-feira, 24 de março de 2014

A história do nascimento do Miguel - FINAL ♥


Olá!!
Enfim chegamos a última parte!

Bom, como relatei anteriormente, Miguel nasceu por cesárea eletiva, devido a falta de informação da minha parte e por alguns medos. Vamos ao dia do nascimento então:


-* Estava de jejum (sem tomar água também) e fomos para o hospital às 6:00 hrs: eu, Fe e minha mãe! De mala e cuia. Chegamos lá, abriu a ficha pra internação e já subi com o Fe, minha mãe não pode ir, disse que chamariam quando 'fosse a hora'.


Antes eu tinha ido conhecer a maternidade e uma das funcionárias tinha dito: "Mas o bebê fica o tempo todo com você, viu? Não fica com a gente", com um tom de "Quem pariu Matheus que balance"; eu respondi pra ela: "Mas que ótimo! É isso mesmo que eu quero, ficar com ele o tempo todo :)", aí dela deu uma disfarçada rs Prosseguindo!
Foram lá escutar o coração do bebê, tudo bem, tudo ótimo. Logo minha mãe subiu também e um pouco depois chegou minha sogra. Ficamos lá papeando enquanto esperava o Dr. chegar. Minha sogra deu uma saída e chegou meu sogro. Me levaram pra cirurgia às 8:30. Dei tchau pra quem ficou no quarto e me deu uma sensação estranha, sei lá. Ir sozinha pra uma sala cirúrgica, com um desconhecido é uma sensação mto estranha. O hospital não permite a presença de 1 acompanhante se for cesárea (o que é erradíssimo, já que temos esse direito POR LEI! Lutem por ele. Não interessa a desculpa que o hospital dê, VÁ ATRÁS e se for o caso, chame a polícia). Dizem que é pra evitar risco de infecção; chega a ser engraçado já que se você desejar que fime ou tire fotos, eles permitem filmagem e fotos com uma equipe vinculada ao hospital (só essa, você não pode escolher outra equipe de filmagem/fotografia), mas o pai não pode entrar, porque vai que contamina?!. ha-ha. Quando estava sendo levada pra cesárea, pedi para a moça que estava no posto de enfermagem (a mesma moça que estava me atendendo nesse dia), para avisar a minha família que eles tinham que ir numa outra salinha, porque eles não sabiam. Ela deu uma piscadinha e disse pra deixar com ela, porque ela já estava indo lá arrumar minha cama e aproveitava a avisava.

Chegamos lá, eu já vi um rosto conhecido de uma conhecida, que na verdade é amiga de uma amiga rs Ela disse que se eu fosse ter cesárea, era pra avisar que iria ver se conseguiria ficar como circulante durante a cirurgia e ela conseguiu. Um doce de pessoa! Conversamos um pouco e foram me preparando... O médico chegou, fez algumas piadinhas pra descontrair e o anestesista aplicou a anestesia (que não doeu nada) e a anestesia não teve efeito total, porque eu mexia a perna esquerda, só a direita que não. Teve que dar mais uma dose e aí pegou no tranco.. Sem contar que me deixaram descoberta um tempãooo, e eu lá sem roupa, um monte de gente naquela sala e eu sem saber quem era quem e porque que estavam ali; sem saber quem estava me vendo ali, nua e exposta. Fiz curso de téc. em enfermagem e uma das primeiras coisas que aprendemos nessas aulas, era nunca deixar o paciente exposto. Se você vai mexer na barriga, deixa SÓ a barriga descoberta e nada mais. Fora que era horrível ficar ali sozinha, sem falar com ninguém, sem saber da minha família. O pediatra chegou, o outro médico que auxilia o obstetra também e a cirurgia começou... E eu comecei a ficar nervosa. Nervosa porque não sentia meu bebê mexer (lógico), porque estavam falando de assuntos aleatórios e ninguém me falava nada sobre o bebê ou como estava indo a cirurgia, nervosa com medo de dar errado, enfim, NERVOSA! Principalmente porque tinha uns e outros com a maior cara feiaaa, credo. Aí o anestesista falou bem baixinho no meu ouvido: "Brenda... eu preciso que você se acalme. Sua pressão tá um pouco alta e isso é prejudicial pro bebê, porque diminui o oxigênio pra ele. Respira fundo e tenta se acalmar...". Na horar inspirei profundamente e expirei, então ele disse: "Muito bem... Já melhorou aqui." Não tenho lá muitas qualidades, mas uma das que tenho, é de reagir racionalmente em horas necessárias, sabe? O assunto é sério?? Sério mesmo?? Eu consigo me concentrar em dois segundos e fazer tudo que é recomendado.
Apesar que acho que depois que o Miguel nasceu perdi essa habilidade, porque se ele cai, se corta, acontece alguma coisa, eu já fico de-ses-pe-ra-da chorando junto e meu marido fica super calmo. Eu pego o Mi e choro junto com ele, enquanto o pai age rs


Bom, o anestesista ia conversando comigo o tempo todo e foi me avisando quando ele estava pra nascer; quando nasceu disse: "Parabéns, é um meninão!!!" e aí já levaram o Mi pra fazer os exames e eu lá com o pescoço doeeendo horrores pq tava me contorcendo pra ver tudo que estavam fazendo com ele, se tava tudo bem; sem contar que eu tava LOUCA pra ver a carinha dele. O pediatra estava de costas para mim e quando percebeu que eu estava olhando na direção deles, virou pra mim e deu um sinal de positivo! E eu:
- Tá tudo bem???

E ele deu mais um sinal de positivo. Logo trouxe ele pra mim e a minha PRIMEIRA reação foi pegar, mas foi horrível porque eu esqueci que tava amarrada. Foi muito frustrante!! Eu queria muito muito muitooo pegar... O pediatra disse: "Olha aí sua mamãe..." e eu super: "Oii!! Como você é lindo, filho!!" e dei um beijo nele! O pediatra falou: "Dá mais um beijo pra poder tirar uma foto" e a mocinha amiga da minha amiga (rs) que estava com minha câmera, tirou a foto. Várias aliás rs


O pediatra disse que teria que levá-lo pra aquecer e entregou ele pra Vanessa (essa amiga da minha amiga que praticamente virou minha amiga heuheuhueh). Ela mostrou ele mais uma vez pra mim e depois saiu com ele.
Gente, que vazio que senti... Eu fiquei olhando ela ir embora pelo corredor com ele nos braços, e eu ficava pensando: "Mas ele é meu. Ele acabou de nascer, eu não vi quase nada..." Eu achei estranho porque eu carreguei por 9 meses, eu tive uma ligação com ele todo esse tempo; aí ele nasce, ME MOSTRAM e levam. Assim, super 'normal'. Maaas até então eu achava que aquilo realmente fosse necessário; quando penso nisso hoje, fico muito triste. Mais triste por saber que é algo que já passou e não tem o que fazer quanto a isso, só me resta fazer o melhor com o próximo, né?

Bom!
Fiquei lá mais um tempinho (não muito), o médico terminou de suturar, fizeram curativo e me deixaram num canto da sala enquanto estavam limpando. Aí saíram e eu fiquei sozinha naquele canto. -.-' Pra acabar.
Volteii pro meu quarto e já fui perguntando pro Fe: "Vc viu ele?? Ele é lindo, né?!" e o Fe concordando e tal, disse que já tinha falado com o pediatra e ele disse que o Mi ia ficar um pouco no oxigênio pq nasceu 'cansado', mas assim que desse traria ele pro quarto. E eu já arregalei um olho do tamanho do mundo: "OXIGÊNIO?? Como assim cansado??" mas o Fe nao soube me explicar direito. Não demorou muito e veio pro quarto meu pequeno pacote de felicidade. Lindo, lindo, lindo... ♥ Assim que o vi, falei:
- Ai que bom que vc chegou!! A mamãe nem te viu direito!!

Eis que a funcionária do berçário solta:
- Ah!! Como não viu?! Claroooo que viu!!!
- Vi, mas vi pouco tempo, né? Não dá pra ver direito.
- Ah! Claro que dá!!

Fiquei morrendo de ódio! Será que pensam que UM minuto que a gente vê o nosso filho (pela primeira vez, aliás!) é suficiente? Sério mesmo?! Aff.

Vou ser sincera: claro que eu amei o Mi desde o primeiro minuto em que o vi (aliás, vou além: desde o momento em que o marido ligou pra mim e disse: "Oi mamãe, vc tá grávida!" - sim, ele que pegou o teste de gravidez); mas eu não fiquei babona, sabe?? Porque eu tava TÃO preocupada com ele, que eu ficava com olhos (e ouvidos então!!) super atentos, observando cada partezinha, super preocupada com o resultado dos primeiros exames. Quando saiu, só assim eu relaxei e comecei a curtir!!

Ele me deu menos trabalho do que pensei (de tanto que falaram). Mamava de 3 em 3 horas, dormia bem (bem pra um RN, diga-se de passagem rs), não tinha cólica, nem nada.
Passei por um estresse MUITO grande na maternidade e nos primeiros meses, o que resultou numa depressão pós parto. 
As pessoas que me atenderam no hospital foram super hostis e eu que já estava fragilizada, fiquei em frangalhos (emocionalmente). Ouvi comentários terríveis de gente tirando sarro da aparência do meu filho, tirando sarro da minha aparência, comparando meu filho a um cachorro (!) entre outras coisas. Eu que sonhei muuuito com esse momento, achei que seria cena de novela, sabe? Mas não foi não, infelizmente.
Gosto de relatar sinceramente o que passei, até pra quem passou por algo parecido se sentir 'em casa', porque uma das coisas que ficava passando na minha cabeça era "Tinha que ser comigo? JUSTO comigo?".

Eu lembro do nascimento do Mi como a realização de um sonho, MAS é uma lembrança que me traz um nó na garganta ao mesmo tempo, porque foi tudo muito conturbado, com poucas pessoas realmente envolvidas positivamente e muitos comentários negativos. Uso dessa experiência pra fazer tudo diferente da próxima vez.

Resumo do nascimento do Mi: deu certo na questão de que saímos bem dali, não tive complicações por conta da cesárea, a recuperação levou o tempo normal. O lado negativo é que tiveram muitos comentários maldosos, hostilidade tanto por algumas pessoas próximas quanto por funcionários do hospital, dificuldade com amamentação - tendo que ouvir de funcionária que era bom que eu passasse por aquilo, assim eu aprendia e falava pra futuras mães pra se preparem melhor-, e pra fechar com 'chave de ouro', depois  descobri depois que o Miguel nasceu considerado prematuro (conto em outro post).

No próximo post, vou mostrar pra vocês a carta de reclamação que entreguei a enfermeira chefe, na presença da enfermeira da maternidade e como foi minha conversa com elas.

Então beijoss e até o próximo post!

sexta-feira, 21 de março de 2014

~* A história do Nascimento do Miguel - Parte 3


Olá!
Como disse no post anterior, hoje vou falar sobre os desconfortos que tive na minha gestação, sobre o quartinho do Mi e por que escolhi cesárea.



-* Desconfortos

Eu tive MUITO enjoo na gravidez durante os 4 primeiros meses, e eram enjoos muito fortes! Então quando eu via que ia passar mal, na hora já ia procurar minha caminha, ligar o ventilador e DORMIR. Não tinha remédio que desse jeito nessa ânsia horrível (e eu também não queria tomar remédios durante a gestação). O que me ajudava muito, era comer tomate! Se eu comesse tomate, daqui a pouquinho eu já tava boazinha de novo. A dica que minha nutricionista deu era de se alimentar de 3/3 horas e procurar comer coisas leves. Comer várias vezes durante o dia, mas pequenas porções. Resolveu! : ) Não tive nada que não pudesse comer ou sentir o cheiro que passava mal. A única coisa que aconteceu é que depois do nascimento do Mi, eu fiquei um bom tempo sem comer peixe. Tinha enjoado.

Também tive dor no nervo ciático. Eu já tinha essa dor antes de engravidar, e piorou um pouco quando a barriga começou a pesar. Comecei a fazer hidro, a professora indicou uns exercícios que dava pra fazer em casa também e aí não sofri mais com esse problema. Só fui voltar a ter dor no nervo quando o Mi estava com uns 11 meses mais ou menos. O segredo é fazer alguma atividade física, mas tem que ter cuidado já que alguns exercícios não dá pra fazer quando está com dor. 

Duas coisas que me acordavam de tão incômodas: azia e cãibra. Jesus!!
Em relação a azia era fácil, era só chupar gelo que ela ia embora (conte quantas madrugadas o Felipe e eu levantamos para pegar gelo). Tudo coisas que iam me falando e eu ia seguindo (coisas que não representassem riscos para mim e o Miguel, obviamente) e quando deu certo a tática do gelo, nunca mais parei de usar. E ainda indiquei para outras gestantes na hidro heuheuhuehue

Agora cãibras... Me arrepiaaa só de lembrar! Era horrível!! Eu morria de dor e não tinha nada que fizesse parar, tinha que esperar passar :( O médico só dizia pra comer mais banana. Sempre tinha cãibra nos pés e na panturrilha (as da panturrilha eram de matar!). 

Levantava sempre pra ir ao banheiro (típico de grávida) e pra ser sincera, aquilo não me incomodava tanto porque pego no sono rápido. O que me incomodava era levantar toda hora VENDO o Felipe dormir tranquilamente sem ninguém pisoteando a bexiga dele quase o tempo inteiro (x

E por fim, lá no final da gestação eu sentia o Miguel encaixando, sabe? Sentia ele balançando a cabeça, como se tivesse descendo e encaixando msm. Quando disse pro médico que 'parecia que tava abrindo' meus ossos (gente, doía. não uma dor insuportável, mas era incômodo), ele deu risada e disse: "Não parece que tá abrindo... ESTÁ abrindo." Aí eu descobri o que me ajudava com aquilo: mexer os quadris de um lado pro outro, apoiada em algum lugar ou ficar de cócoras. Melhorava muuuito! 
Bom, os desconfortos acabam aqui. Vamos para o próximo tópico!


-* Quartinho do Miguel
Eu queria um quarto azul claro com o tema de ursinhos. Não sou muito fã do tradicional azul pra menino e rosa pra menina, mas sempre pensei que se fosse menino, sera azul com o tema de ursinhos, e se fosse menina, rosa/lilás com tema de ballet! ♥  Mas o Fê que escolheu a decoração. Claro que eu que pesquisei e mostrei as opções, então estávamos de acordo. Aliás, é uma coisa que a gente sempre fez e faz até hoje, pra não ficar aquela briga com opiniões diferentes, eu procuro várias coisas que eu gosto e ele decide entre elas (porque sou supeeer indecisa). Então eu trabalho na coleta e ele na decisão final rs O importante é os dois gostarem. E aí, decidimos que o quarto seria verde com o tema de bichos!! Comprei toda a decoração pela internet, a faixa decorativa compramos numa loja daqui mesmo e meu marido e o padrinho do Mi que pintaram e arrumaram o quartinho. Minha mãe e a madrinha do Mi ficaram na parte de lavar e passar as roupinhas! Amei, amei, amei! Olhem como foi o processo:






Felipe e Duh (padrinho do Mi)

Tudo pronto!

O que acharam?? Eu amei, claaro rs Tanto o Fe quanto o Dú são perfeccionistas, então quando a gente deixa algo na mão deles, pode ficar tranquila que enquanto não estiver perfeito, eles não entregam rs
O que eu mais gostei nisso tudo, foi que o quartinho foi montado/decorado por pessoas que amam muito o Miguel e isso faz toda a diferença pra mim! Saber que as pessoas que estavam lá nos ajudando, estavam lá porque gostam muito da gente e mais ainda do nosso filho. A pessoa faz com carinho e é um verdadeiro presente! Achei muito mais legal e acolhedor do que contratar alguém pra pintar e montar as coisas (não estou julgando quem chama alguém pra montar/decorar o quarto, que fique claro. Até porque muitas coisas do quarto - como os objetos de decoração - nós compramos). É muito especial pra nós ver que o quartinho tem a mão do papai e do padrinho, que ficaram até tarde pintando, montando cômoda, berço, banheira, colocando quadrinhos (e eu dando pitacos: Mais pra direita, não, agora mais pra esquerda!).. Saber que foi a madrinha e a vovó que cuidaram da roupa dele (que Felipe e eu escolhemos com carinho cada peça do enxoval, cada par de meia) com tanto carinho.. É muito especial! Espero fazer isso com o próximo também!

-* Quanto a "escolha" da cesárea


No começo eu dizia que queria parto normal, mas hoje vejo que não queria de verdade não, senão não teria feito cesárea. Eu "escolhi" cesárea porque morria de medo de passar da hora, de ter alguma complicação no parto normal e o bebê ter algum problema ou até mesmo morrer. Não discuti isso com o médico - que disse que fazia tanto normal quanto cesárea - simplesmente no final da minha consulta com 38 semanas de gestação, disse que queria marcar a cesárea e ele aceitou de prontidão, viu um dia, horário e marcou.
Agora por que as aspas, vocês devem estar se perguntando... Porque não fiz uma escolha consciente! Eu não sabia NEM METADE do que sei agora. Se soubesse, vocês podem ter certeza que eu teria parto normal e só iria pra cesárea com uma REAL indicação. Eu me responsabilizo por não ter me informado, mas também responsabilizo o médico por não ter me alertado dos prós e contras tanto de um parto normal, quanto de uma cesárea. Principalmente de uma cesárea eletiva (aquela que se faz antes de entrar em trabalho de parto, você vai lá e escolhe um dia pro bebê nascer). Sei que muita gente defende com unhas e dentes a cesárea eletiva, o que quero deixar bem claro aqui é que depois de tudo que li, que me informei (fontes seguras, não a vizinha ou a prima distante), eu sou sim contra cesárea eletiva, principalmente porque fiz uma (novamente, sem estar informada) e meu filho nasceu considerado prematuro, com dificuldade pra respirar, dificuldade de sugar e só mamou no peito por um mês. Tive depressão pós parto e acredito muito que a forma como ele veio ao mundo e o fato de não ter conseguido amamentá-lo, foi a principal influência pra que isso acontecesse. E por mais que não acreditem, SIM GENTE, TEM MULHER QUE É ENGANADA PELO MÉDICO. Eu sou formada na área da saúde e não sabia nada do que sei agora! Eu, uma pessoa que lê MUITO, acessa MUITO a internet, não estava informada (procurei informações nos lugares errados, pelo visto). E mais: não procurei tanto sobre parto porque afinal, meu médico iria me orientar da forma mais correta e segura, né?? Não, não ia; isso dá tema pra outro post. ENFIM, escolhi a cesárea por medo de que passasse da hr e o bebê tivesse problemas ou morresse. Invés de ir atrás de informação e ver se era isso mesmo que acontecia, qual que era a parada e enfrentar esses meus medos; eu fugi deles e corri em direção a cesárea. Já quero deixar bem claro que são medos que MUITAS MULHERES TÊM e não são necessariamente descabidos, já que somos bombardeadas com essas coisas. O que recomendo é: se você pretende fazer uma cesárea, PROCURE SABER DOS RISCOS! Aí você decide e faz sua escolha consciente. Não sou contra quem faz  cesárea eletiva, sou contra a cesárea eletiva. Aliás, recomendo muito que todos assistam O Renascimento do Parto e se informem no grupo do face "Cesárea? Não, obrigada", vejam as notas no face da Ana Cristina Duarte e da Dra. Melania Amorim. Informação de qualidade e juro pra vcs, é um despertar ;)

Bom, vou ficando por aqui!!
Na próxima, será a postagem final, contando sobre o nascimento do Miguel!!! 


Conto com vcs lá!

:)

Beeeijos!


segunda-feira, 17 de março de 2014

~* A história do nascimento do Miguel - Parte 2


Oi, gente!!
Demorei pra voltar aqui mas estava cheiaa de coisas pra fazer. Nesse tempo Mi completou 2 aninhos e fds passado foi a festa dele. As fotos chegam essa semana, depois mostro um pouco aqui pra vocês como foi.

Vamos pra segunda parte da história do nascimento do Mi?
Pra quem não leu a primeira parte, está aqui.

Quis contar tudo realmente desde o começo pra mostrar como passamos por alguns problemas (como muita gente passa e só fui descobrir isso depois que passei) e também porque acredito piamente que comecei a ser mãe desde o momento em que tive a vontade no meu coração!
Então vamos lá:


Bom, na segunda vez que engravidamos fomos fazer US e quando vi o bebê, ele parecia grande! Afinal, eu tinha engravidado já uma vez e só vi um 'cisco', uma bolinha... e dessa já tava bem maior e com o mesmo tempo de gestação. Aí o médico disse:
- Você tomou remédio pra tentar engravidar?
- Eu tomei um remédio pra deixar a menstruação regular porque meu ciclo é todo bagunçado (e disse o nome do remédio).

- Hummm... porque tem dois aqui.

Meu queixo caiu! Na hora eu fiquei extremamente felizzzz! Olhei pro meu marido e ele tava feliz também, mas vi que ele não tirava o olho do médico. Quando olhei pro médico, ele tava sério. Ele disse:
- Que interessante... Tem 2 bebês, mas só um saco vitelínico pros dois. Tinha que ter dois aqui....

Na hora já vi que aquela conversa não ia ser muito boa. Foi então que ele me disse que de duas uma: ou um sobreviveria (porque não teria nutrientes para dois ali) ou perderia os dois. Ele achou os bebês muito pequenos, mas disse que poderia ser por conta de serem gêmeos, que gêmeos são menores mesmo, mas que ele achava que eu já tinha perdido mesmo. Disse também que eram gêmeos idênticos! Pediu pra eu voltar em uma semana.
O duro foi sair da sala de exame com uma notícia dessas, com o sogro esperando na saída e a gente tentando disfarçar. Confesso que dessa vez eu não me abalei tanto, sabe por quê? Eu tinha 7 dias pra voltar lá e em 7 dias pode acontecer muita coisa. Sim, eu acredito em milagres. Chegamos em casa, eu olhei pro meu marido e fiz uma careta: "Que pena, né?". Aí ele encostou na parede do corredor e foi descendo, chorando com as mãos no rosto e se perguntando por que mais uma vez estávamos passando por aquilo. Aquilo partiu meu coração em mil pedaços, porque eu também não sabia a resposta. Nós somos um casal que acreditamos muito em Deus, então procuramos não nos preocupar com isso até porque não tinha nada o que a gente pudesse fazer; se ficássemos pensando só naquilo ia aumentar nossa sensação de impotência. Então oramos a Deus e confiamos. Acreditamos piamente que tudo poderia mudar, mas eu já tinha na minha cabeça e no meu coração que Deus já sabia que isso iria acontecer, que Ele sabia o antes, durante e depois, então eu deveria ficar tranquila e confiar. Voltamos em uma semana e infelizmente tínhamos perdido mesmo os bebês, um deles tinha até 'sumido' e o outro tava beeem pequenininho, não tinha crescido mais mesmo.
Dessa vez o médico me deu um remédio e ficou esperando o aborto, disse que seria melhor que a curetagem. Passaram-se uns 15 dias e eu tive um aborto espontâneo. Uma dor quase insuportável, muito forte, muito sangramento. Chorei de dor por uma tarde. Depois disso, fiz outro US e deu pra ver que o útero estava limpinho. 

Fizemos novos exames e aí descobrimos que minha progesterona estava baixa também. Ficamos mais 6 meses esperando para poder tentar de novo e nesse tempo tomando progesterona. Como eu não queria ficar mais um ano parada em casa, comecei a fazer faculdade (um sonho!) enquanto dava esse tempo e tentava engravidar. Não sabia quanto tempo ia demorar, então fui ocupar minha cabeça com outras coisas.
Eis que passaram os 6 meses e eu engravidei na primeira tentativa! :D
Descobri nas férias da faculdade. Aliás, cursei só um semestre. Eu que juraava que estudaria grávida, porque estaria grávida e não doente; que quando parasse pra ter o bebê, voltaria 6 meses depois! Não fiz nada disso. Parei porque eu tinha UM SONO... UM SONO que nunca tive em toda minha vida! Eu dormia 16 hrs por dia e babava de sono na faculdade. Ficava prestando atenção na aula e juro, parecia que era só eu dar uma piscada que o olho começava a pesar e eu já nem sabia mais do que a professora tava falando. Fiquei super perdida!

Continuei tomando progesterona (o que me deu ânsia demaaais e me inchava horrores) e vi que eu tinha que parar mesmo. Eu não ia conseguir estudar. Como eu amava (e amo) o curso (Psicologia), queria estar ali 100% e não 50% (se bem que nos momentos de sono forte, acho que só tava ali 10% da minha pessoa). Fizemos a primeira US nas primeiras semanas pra ver se tava td certinho e estava! E gente, vi um trocinho balançando e perguntei pra médica o que era aquilo e ela disse:
- É que não dá pra ouvir pq ta muito novinho.. mas é o coração dele! :)


Vocês tem noçãoooo da felicidade em ouvir aquilo?? A gente que engravidou duas vezes, perdeu 3 bebês e nunca tínhamos ouvido/visto um coraçãozinho.. VER ALI o coração do bebê batendo NOS DEU UM ALÍVIO e uma ALEGRIA tão grande!!! Nunca vou esquecer!

Bom, hora de escolher o nome. Queríamos ter um nome desde sempre. Sempre gostei muuuito de Laura! Acho simples, doce e delicado. Acontece que nasceu uma Laura na família e eu não gosto de colocar nomes de crianças que conheço/tenho contato, porque meu marido chama Felipe e meu sobrinho também, quando se reúnem e começam a chamar "Felipe" os dois ficam perdidos hahahaha Então ficou Alice se fosse menina. Menino eu queria Davi. Felipe bateu o pé que queria pq queria que fosse Miguel. Como vcs já sabem, ele venceu essa luta ;) Então com 12 semanas, quando fomos fazer US de translucência nucal (que me deixaram malucaaaa quanto a isso!) o médico disparou: "Já vou logo dizendo que não dá pra saber o sexo, hein? É mto novinho!!" e eu dando uma de nem aí: "Ah, com certeza!! Não estamos preocupados com isso. :)" #sqn hahahah


Aí ele ficou olhando, olhando e disse:
- Vocês estão vendo ali?
Felipe: Aham... :)

Brenda: Sim!!

- Então... PARECE que é um menino!
Felipe só aqui: :D


E eu rindo por dentro porque achei que tinha visto o nariz do nenéémm hahahaha Ainda bem que depois do SIM, não emendei um: "É o nariz dele, né Dr.??". 


Qndo eu vi ele pela primeira vez 'formadinho', pernas, braços... naquele dia, eu tive certeza que era menino. Eu bati o olho e pensei: "Gente.. que jeito de menino." Pois é. Antes eu tinha certeza q era menina porque tinha sonhado que era rs 
Felipe estava lá só sorrisos.. Aí o Dr:

- Mas não vai comprar nada azul ou verde, tá?? Só parece...


Viu outras coisas e depois voltou pra ver direito e disse:
- Nossa, mas parece MESMO um  menino!!!


E AÍ eu vi direitinho. :3 E tive CERTEZA que era menino, não podia ser uma menina! heheuhe
O médico ainda disse que estava 'muito protuberante pra ser uma menina.' xD

Na mesmaaa semana compramos o enxoval do Mi rs Com 16 semanas confirmamos, e era mesmo o nosso Miguel lá! ♥ 

Eu comecei a fazer hidro com 6 meses, me ajudou muuuito com a dor nas costas e no nervo ciático. O Miguel também gostava, viu?! Quando eu parava de me mexer na água, ele ficava mexendo na barriga, meio: "Vaamos, mãe!! Tava uma delícia, vamos lá!"  xD

Ai gente, quando entrei na hidro, tinha outras pessoas que já faziam hidro há mto tempo então já estavam acostumadas; acontece que eu não conseguia fazer algumas coisas e a água ME LEVAVA. Eu passava a maior vergonha passando na frente de todo mundo, sendo arrastada pela 'correnteza', com aquela toquinha preta. Parecia um cocozinho boiando no meio deles huehuehe 

Aahh, eu era a única gestante que ia com o barrigão de fora! Adoraava! Short, top e uma barriga redonda, grande e muito esperada! ♥ Olha uma foto antes de ir pra hidro:



-*

No próximo post, falarei sobre os desconfortes que tive, o quartinho do Mi e porque escolhi cesárea. Espero que tenham gostado!

Beijos!!! 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

A história do nascimento do Miguel - Parte 1 ~*

Olá!!
Hoje quero contar pra vocês a história do nascimento do Miguel, desde o começo... Por isso vou dividir em partes!
Algumas pessoas sabem como tudo aconteceu, outras não sabem todos os detalhes e outras não sabem nada. Então vamos lá:


Quando faltavam 3 meses pro meu casamento, meu marido e eu decidimos engravidar. Quando fui ao primeiro médico, ele já tirou todas as minhas esperanças. Disse que era muito difícil engravidar rápido, que poderia levar até 1 ano ou mais. Ele só entraria com alguma abordagem só se tentássemos por 1 ano sem sucesso. Aí já me disse que eu tinha ovário policístico e enfim, saí de lá super desanimada.
Porém, 1 mês depois e eu já me encontrava grávida! :) Já espalhamos a notícia pra meio mundo! Fui em outro médico dessa vez (aliás, antes de pensar em engravidar, já tinha ido nesse médico e ele pediu para que eu fosse lá com 6 meses de antecedência quando quisesse tentar, porque aí ele me prepararia para a gestação). Já estava tomando ácido fólico bonitinho e fiz os exames que ele passou. Lá descobrimos que meu sangue era B e o fator Rh negativo. O fator Rh positivo possui uma proteína chamada antígeno D na superfície dos glóbulos vermelhos, quem não tem esse antígeno, é Rh negativo (meu caso). Isso só é importante se o bebê for Rh POSITIVO. Se ele for, a mãe tem que tomar uma vacina até 72 horas após o parto. Mas por quê? Pelo seguinte motivo: se o sangue do bebê entrar na corrente sanguínea da mãe, o sistema imunológico dela pode reagir contra esse antígeno D do sangue do bebê, como se ele fosse um "invasor", e aí pode produzir anticorpos contra ele (podendo provocar anemia, icterícia ou até mesmo insuficiência renal e hepática).  A vacina é extremamente importante, porque uma vez que haja sensibilização, vai permanecer pra sempre no seu corpo. Essa vacina destrói rapidamente qualquer célula do bebê que esteja na sua circulação, antes que você comece a produzir anticorpos. Durante a gestação, fiz um exame chamado Coombs Indireto, pra ver se tinha criado sensibilização contra o bebê. Não se fazia todo mês, graças a Deus nunca deu nada e um dia depois do nascimento do Mi, já tomei a vacina. É bem dolorida, mas é necessário né? Agora se no exame durante a gestação você descobrir que houve sensibilização, aí vão monitorar a gestação mais de perto para detectar possíveis sinais de anemia no bebê.
Ah, se descobre o tipo sanguíneo do bebê no dia do nascimento mesmo, é retirada uma amostra do cordão umbilical. 
Mas enfim!!

Eu estava super empolgada com essa gestação e na primeira consulta, foi meu marido e meu melhor amigo. E eles ficaram bravíssimos comigo quando eu saí da sala falando que tinha visto o bebê no US.
Os dois: ":O PQ VC NÃO CHAMOU A GENTE??"
- Mas eu não sabia que ele ia fazer US... Não deu pra ver nada, era só um pontinho ali rs
- Mesmo assim!!!!!

E eu tava adorando tuudo! Ganhei um livro do médico falando sobre a gestação e o parto e estava me sentindo a mais grávida de todas e ficava até imaginando que chique seria dizer pra alguém: "Sair hoje? Não posso.. Tenho consulta de pré natal!"  ;*


Logo no comecinho eu tive um sangramento leve que não passou e aí fui parar no hospital. Fiquei lá em observação e quando fizeram US, disseram que o bebê tava muito pequeno, por isso não dava pra ver os batimentos cardíacos, mas que estava tudo bem. Fui pra casa  e no mesmo dia tive mais sangramento e fui pro consultório do médico. Lá ele faz um US e disse:
- Oh.. tá vendo aqui? Era pra ter movimento aqui, era pro coraçãozinho dele estar batendo já....
- Uhum.... (e já olhei pra cara do meu marido - na época namorado - com aquele nó na garganta se formando)
- Então... não há batimentos aqui. Você perdeu o bebê, eu sinto muito....
 Eu fiquei arrasada... Chorei muito ali mesmo na frente do médico que ficou olhando com uma cara de: "Odeio ter que dizer isso". Saímos dali e eu já não queria nem casar mais. Perdemos o bebê faltando uma semana pro casamento. Eu não estava no clima pra festa nem nada, mas no fim me convenceram que já estava tudo pronto, vários contratos assinados, não ia dar pra desistir na última hora. O casamento foi muito legal, surpreendentemente consegui me divertir e até esquecer essa dor, mas lembrava a cada vez que alguém vinha falar: "Parabéns pelo casamento e pelo bebê! Que venha com muita saúde" e passava a mão na minha barriga. Não deu tempo de avisar a todos que tínhamos perdido, então muita gente veio nos parabenizar também pelo bebê.
Esperamos 6 meses pra tentarmos de novo, e nesse tempo de espera continuei tomando meu ácido fólico religiosamente! Ahhh, esse meu médico 'esqueceu' de me dar a bendita vacina, tomei diaaas depois. Aí descobri que nem precisava ter tomado porque ela não teria efeito nenhum, já que passou das 72 horas. Ou seja, R$200,00 jogados no lixo. Falam que é MUITO difícil ocorrer sensibilização em casos de aborto e tal, mas é bom prevenir, né? 
Mudamos de médico mais uma vez e cheguei com a tocha acesa:
- Eu quero engravidar, já perdi um bebê, meu sangue é negativo e tenho ovário policístico!


- ... Ok. Bom, sobre o sangue ser negativo não tem problema nenhum, podemos cuidar disso. E vc não tem ovário policístico, se tivesse, eu saberia na hora porque você apresentaria as características. Por que do aborto?
- O médico disse que era anencefalia...


E aí conversamos e na hora ele já começou a anotar um monte de coisa e começar um tratamento pra engravidar. Tomei um remédio para continuar ovulando regularmente (já que meu ciclo era irregular) e tinha os dias certos pra ter relação, aproveitando o período fértil*. Em 2 meses engravidei. De gêmeos. Idênticos. 

-

Como o post tá muito grande e gosto de falar todos os detalhes de tudo, a saga continua no próximo post, ok?! rs

Beijos e até mais!!!

* Gente, depois eu descobri através de outros especialistas que a melhor coisa é engravidar NATURALMENTE, sem medicamento nenhum, que só se deve usar medicamentos em casos realmente necessários. Acredito que eu não precisava, poderíamos ir tentando até o tempo em que os próprios médicos dizem ser o normal (1 ano a 1 ano e meio). O remédio que eu tomei aumenta a chance de ter gêmeos, e por mais incrível que seja engravidar de gêmeos, devemos levar em conta que é uma gestação de risco. Então enquanto for viável, melhor optar pelo natural mesmo, na minha opinião : )

sábado, 22 de fevereiro de 2014

-* Mudanças!






Gente, dá até vergonha de aparecer por aqui de novo, sabe por quê?
Primeiro porque a última vez que apareci aqui foi em DEZEMBRO!
Segundo porque não fiz nada daquilo que ia tentar fazer.

Continuo acessando o face HORRORES, continuamos sem voltar pra rotina e eu tenho TANTA, TANTA, TANTA, TANTA coisa pra falar pra vocês!

Claro que não vai dar pra falar tudo hoje, né?! Mas vamos começar pelo primeiro assunto: Mudei de novo o nome do blog! Antes era "A Mãe do Miguel", passou a ser "A melhor mãe que posso ser", e o nome definitivo (que inclusive era o nome do meu primeiro blog há mto tempo atrás) é "Brenda Kayene". Sim, meu nome. Sim, super simples! Eu estava achando o outro nome muito grande, sabe? Dava até preguiça pra digitar. E sei lá, quis mudar até porque quero falar sobre outras coisas além de maternidade então queria algo que resumisse meu mundo, minha vida, que englobasse cada função que exerço, além de mãe. E tem coisa que mais resume a minha pessoa do que eu mesma? rs


Também mudei o layout! :) Não muito, mas mudei e não pretendo mudar nem nome e nem layout tão cedo rs


Aaah, quero deixar meu MUITO obrigada a minha querida amiga/confidente da madrugada Meriene. O antigo layout ela que fez pra mim e eu adoreei! Tanto que mudei pouca coisa do que ela fez. 
Resolvi mudar pq dei nome 'novo' pro blog então já aproveitei e coloquei uma carinha 'nova' nele ;)


Amanhã (hoje) recomeçarei minha tentativa em botar ordem nas coisas aqui em casa e vir atualizar o blog pelo menos 2x por semana. Não coloquei as coisas em ordem e não marquei mais presença aqui não pela correria e tal, mas por pura força de vontade mesmo, assumo; porque quando a gente quer muito alguma coisa, a gente dá um jeito de fazer, né?!


Darei meu jeito!

Meus dedinhos estão coçaaaando pra contar as novidades pra vocês e compartilhar tanta coisa boa que estou vivendo!





Beijos e até a próxima!!

quinta-feira, 5 de dezembro de 2013

Dando um tempo ~*



Eu sou uma pessoa ansiosa por natureza. Sempre fui.


E minha ansiedade está aumentando com TANTA informação, sabe?
Você entra no face e tem MIL notificações e 90% daquilo não tem relevância nenhuma pra você.


Aí você decide ver o face 'só um pouquinho' e quando viu, passaram-se horas e você não fez nada.
Aqui em casa estamos precisando organizar nossos dias e aproveitarmos melhor nosso tempo. 

E é por isso que tentarei dar um tempo de todo esse mundo virtual, principalmente do face que parece que tem doceee rsrs

Aqui no blog eu não apareço com tanta frequência e pretendo aparecer mais, já que acho mais útil passar por aqui, postar coisas novas e trocar informações do que ficar vagando na net.


Só me toquei como eu gasto meu tempo com internet, quando esses dias meu marido me perguntou:
- Mas o que você tanto faz na internet até tarde?


E eu não soube o que responder.
Justo EU que sempre tenho uma resposta na ponta da língua, não soube o que dizer.

Mas enfim, por aqui estamos em busca de sossego, de tranquilidade, de menos muvuca e mais proximidade com as pessoas que realmente gostam da gente e vice-versa. 

Espero voltar aqui logo, pois aqui não perco meu tempo, eu ganho.
Bastante tranquilidade e uma vida mais calma pra todos vocês.


Beijos!!!






terça-feira, 12 de novembro de 2013

Ter o segundo filho ou não?


Estávamos nesse dilema aqui em casa. Sempre tivemos certeza que queríamos ter 2 filhos, de preferência com no máximo 3 anos de diferença, para que fossem próximos, amigos e já ficar nessa fase de bebê tudo de uma vez. Depois já estariam crescidos, eu retomaria a faculdade, começaria a trabalhar e não pararia mais. Perfeito para nós, todos em acordo!

Depois de altos e baixos, depois de "quero" e "nem pensar" no assunto mais um filho, ainda estávamos pensando em seguir esse plano. Quero muito mesmo que o Miguel tenha um(a) irmão(a), mas também quero muitas outras coisas.

Bom, faz pouco tempo que fiz um caderninho de organização (depois gravo vídeo explicando como fiz) onde anoto tuuudo da nossa vida, incluindo as finanças. E aí, minha amiga, quando você coloca tudo na ponta do lápis  você chega a conclusão se dá ou não pra ter mais um filho. E descobri que aqui não dá!

Não somos um casal que viaja  muito, é MUITO difícil, não temos gastos exorbitantes nem nada do tipo, mas temos despesas como todas as pessoas, né? Eu só fui ter noção de realmente o quanto gastamos por mês (isso contando as contas fixas mesmo, sem os imprevistos) depois que coloquei tudo no meu caderninho, eu não fiquei horrorizada, mas apareceu um sinalzinho vermelho pra mim.

Vou ser bem sincera, não acho que uma criança precise estudar na MELHOR escola, fazer mil cursos nem nada do tipo. Nunca fiquei preocupada quanto a isso, afinal, nem sei que caminho o Miguel vai seguir e que profissão vai escolher quando crescer. O que considero BÁSICO pro meu filho, fora amor e atenção, é SAÚDE e ESCOLA. Infelizmente não podemos contar com o hospital público daqui, então tem que ter no mínimo um convênio. Quanto a escola, realmente acho desnecessário gastar RIOS de dinheiro para colocar na MELHOR escola desde sei lá quando, quando se tem escolas públicas. Aqui tem até a quinta série, depois disso só particular mesmo. Ou seja, gastos com mensalidade da escola, só daqui uns bons anos.  Acontece que quero ter outro filho numa situação que eu tenha certeza em que ambos terão convênio e estudarão em uma boa escola (seja particular ou não). Eu garantindo amor, tempo, atenção, saúde (boa alimentação e atividade física) e uma boa escola, eu fico tranquila pra ter mais um filho.
Parei de focar tanto no "ter mais um filho pro Mi ter um amigo". A gente vê irmãos que nem se falam, outros que se falam mas não são próximos. Quero ter mais um simplesmente por querer mais um filho, sem colocar expectativas em ombros tão pequenos.

Fora que estou balançada com o fato de voltar a estudar com duas crianças. Alguém passou por isso? Acredito que me sairei melhor com um filho só, já que dois filhos demandam mais atenção, obviamente. Só sei que estamos um pouco confusos quanto ao QUANDO, quanto ao TEMPO CERTO, o que sabemos é que agora não dá. Só pelo fato de estarmos na dúvida, demonstra que não é a hora e que não estamos preparados AINDA. Mas um dia quem sabe.

Ah, fiquei super feliz em saber que esse estereótipo de filho único ser mimado, birrento e tirano, não passa de puro preconceito. Uma criança ser assim não depende do fato de ser filha única, mas sim da educação que recebe (quem nunca viu uma criança mimada e que não é filha única?).

É uma decisão muuito difícil, porque vai muito além do financeiro né? Há muita gente envolvida, muiiitos fatores e temos que pesar todos para ter certeza. Bom, assim que tudo estiver tranquilo para se ter mais um filho, pode ter certeza que comunicarei a todas antes mesmo das tentativas, por enquanto vamos curtir muuuito nosso filho porque tenho certeza que se um dia ele deixar de ser filho único, vamos sentir muitas saudades desse tempo!

Um beijo para todas e ótima semana!

quarta-feira, 16 de outubro de 2013

Criando expectativas!

Eu sou uma pessoa bem sensível. Fico magoada muito fácil, por mais que não demonstre isso: continuo com o sorriso no rosto, disfarço, mas minha cabeça está em outro lugar, se lamentando por algo que me chateou. 

Por exemplo: eu enviava e-mail e não obtinha resposta, mandava mensagem e nada. Só me procuravam nas férias e olhe lá, porque estavam "ocupados demais". Eu acredito muito que temos que ter prioridades na vida. 5 minutos em UM dia da semana pra você responder alguém, não vai cair teu braço e nem te atrasar. Sei porque faço isso. Como fico em casa, pode ser que as pessoas tenham aquela ideia (errônea) de que tenho muito tempo livre, estou tranquila e posso esperar pelos outros, mas enfim.

Nisso eu ficava emburrada (sim, maturidade mandou lembranças), conversava super seca com a pessoa pra ela perceber a 'mancada' que tinha dado comigo. E o que eu ganhava com isso? Nada, porque continuava esperando mais e recebendo menos.
Até que percebi que não era possível que todo mundo estava pisando na bola. Tem algo errado aí. Pensei, pensei, pensei E pensei: "Mas e se o problema não for os outros? Se o problema sou eu?".
Será que eu estava exigindo demais? Sendo carente demais? Chata demais?

O problema era que eu criava muita expectativa em relação a tudo, mas não enxergava isso. Como consequência, eu me frustrava constantemente. Esperava uma coisa e acontecia outra, ou pior, nem acontecia nada. Zero de retorno.Um dos meus sonhos era fazer chá de bebê. Sempre achei super legal! Lembro que eu estava toda animada pensando em mil coisas, brincadeiras, lugar, fazendo listinhas e achei que todos estavam no mesmo clima que eu (alguns sim!) e uma pessoa disse algo negativo e na hora eu já não quis mais fazer. Um balde de água fria. Tinha comprado os convites, feito as listas e tudo, mas desisti. Isso até hoje me deixa chateada e é algo que não quero deixar passar na próxima gestação.

A culpa foi da pessoa por eu ter desistido? Não. Se eu não estivesse esperado TANTO dos outros, eu não me decepcionaria e faria acontecer meu chá de bebê de um jeito ou de outro. 


Passei a me policiar mais, sabe? A realmente CONHECER o outro (prestar atenção nas atitudes, personalidade), ver o grau de importância que eu tenho na vida dessa pessoa (e ela na minha), entender que o pouco que eu acho que recebo, é o máximo que essa pessoa pode dar ou que simplesmente eu não sou tão importante assim na vida dela. É chato? Talvez, mas acontece com muito mais frequência do que a gente imagina, ou vocês nunca ouviram a frase "Amigos de verdade dá pra contar nos dedos de uma mão"? 

Por incrível que pareça: parar, prestar atenção e saber com quem realmente eu posso contar (e concluir que são mto poucos) foi libertador pra mim. Me deixou mais leve, mais feliz e em paz, sabe? Não espero mais nada dos outros, aliás, espero das pessoas que sei que vão me corresponder, mas não espero DEMAIS também. As minhas necessidades são minhas, não dos outros. Percebi que eu já fazia isso com o Miguel e como era/é tudo tranquilo pra ele e pra mim. Não espero muita coisa do Miguel, não porque não acredito nele, só não fico naquela ansiedade, com expectativa DEMAIS ;)
O Miguel foi um bebê que engatinhou com ONZE meses e andou com 1 ano e 1 mês. Muuitos bebês já engatinhavam MUITO antes de 11 meses. Eu esperava sim que ele fosse engatinhar (no tempo dele), mas não ficava obcecada com isso e nem chateada por ele não engatinhar/andar. Estava no aguardo, confiando no tempo dele, esperando sim mais um marco no desenvolvimento, mas com tranquilidade. Assim como estou na expectativa dele começar a falar, porém sem surtar, sem ficar magoada porque 'o filho de fulana que é mais novo fala e ele ainda não.' Acredito que essa é a chave do sucesso: equilíbrio. Já diz minha avó: "Tudo que é demais, faz mal." 

Não podemos basear nossa felicidade em algo que não temos controle. Não dá pra colocar NOSSAS expectativas nas mãos dos OUTROS. Penso assim porque se eu não tivesse criado tantas expectativas em relação aos outros, eu teria feito meu chá de bebê.


Enfim, vamos viver sabendo em quem confiar, em quem depositar sonhos, esperanças e expectativas. Serve até pra respeitarmos o tempo/ritmo dos nossos baby's, eles não têm que suprir nossas necessidades, ninguém tem, né? É muito bom saber que você é a responsável por sua felicidade e que muitas coisas podem vir, sentimentos não tão bonitos assim (como raiva, mágoa, etc.) mas saber também que nós podemos conduzir nosso coração, usar a razão para lidar da melhor forma possível.
Até porque, como li num livro, se a gente não conduzir nosso coração, algo o conduzirá.
Crie menos expectativas e se surpreenda mais.





Boa quarta pra vcs e até a próxima!!


P.S.: Gente, vocês viram que eu criei uma nova página ali em cima, com Citações de livros?? Dá uma olhadinha, tem minhas frases favoritas de alguns livros que li. Espero que gostem!

quinta-feira, 10 de outubro de 2013

É bom gostar de mim ♪

Há um tempo atrás, estava suuuper estressada, cansada e de saco cheio. Já acordava irritada, não precisava de um motivo específico.

Notei que todas as vezes em que eu acordava desse jeito, o dia era um CAOS e INTERMINÁVEL.
Óbvio que o Miguel também ficava chiliquento nesses dias, era difícil ver quem tava mais estressado: ele ou eu.

E no final pra quem sobra a sessão descarrego? Pro marido, claro.

Eu de cara fechada, irritada, braaava por tudo e qualquer coisa. Felipe se despedia pra voltar pro serviço e eu só pensando: "Isso, vai lá ter sua folga enquanto eu fico aqui ouvindo choro e limpando casa o dia inteiro!", Felipe voltava sorrindo e eu pensando: "Claro que tá feliz, não ficou limpando casa o dia inteiro!" hahahaha Super adorável :* 
Toda vez que ele me perguntava:
- E aí, tudo bem?
- To cansada.

Depois ele ia pra luta dele e eu pensando: "Issoooo, vai se divertir mais, ficar MAIS tempo fora enquanto eu fico aqui". E aí eu cansei de vez. 
Cansei de ficar cansada. Cansei de reclamar.

Cansei de esperar dos outros o que só eu posso fazer, que é arrumar tempo pra mim.
Cansei de reclamar do meu corpo, rosto, roupas e de tudoo o mais. Refleti e cheguei a conclusão de que eu deveria pegar esse tempo de RECLAMAÇÃO e transformar em AÇÃO. Não to gostando de alguma coisa? Então eu vou dar o melhor de mim, pensar em formas, estratégias mil pra que isso fique melhor.

Não, não é impossível. Acorde mais cedo se necessário, se programe e defina isso como PRIORIDADE (além de cuidar do filho, claro). Me toquei que deixei de fazer quase tudo pra me distrair, me curtir e relaxar. Mas por quê? Por que o Miguel nasceu? Mas filho é empecilho DESDE QUANDO?


Então larguei mão de ficar só falando "Não dá!" e comecei a pensar em formas de dar certo. 
Graças a Deus tenho um marido de uma paciência gigantesca e que me apóia em tudo.

Não é fácil, as vezes bate um desânimo, mas aprendi que a gente tem que ter foco e não fazer corpo mole. Você sabe o que você quer, sabe o que precisa fazer para alcançar? Então não fica de MIMIMI, pega e faz.


Decidi que voltarei pra academia. Estava dando super certo, era corrido mas dava pra conciliar tranquilo. Acordava mais cedo, adiantava algumas coisas e cuidava do meu corpo por 1 hr. Quero remarcar com nutricionista, fazer outra avaliação física e começar. Só preciso começar.

Bom, academia eu gosto de fazer e tal, mas se eu não precisasse pra atingir o que eu quero, deixaria pra lá, essa é que a verdade. O que eu gosto mesmo é de DANÇA. Sempre gostei. E quando vi uma aula de balé pela primeira vez, me apaixonei ♥ Fui pra fazer jazz e acabei me matriculando pra fazer balé e jazz haha E gostava muito mais do balé ;) Enfim, tive que trancar. Fiz pouco tempo e tranquei porque tinha engravidado.
Quero fazer academia, mas também quero fazer algo que eu AME, ou seja, dança. E adivinhem? Voltei para o balé.


Estou super perdida, errando horrores, trocando pés, braços, uma vergonha alheia sem fim, mas estou lá, 2x por semana, me esforçando, curtindo muito a escola, professora e turma. Fazendo o que eu gosto. Posso demorar pra subir nas pontas (♥), mas vou chegar lá. Logo mais vamos ensaiar pro espetáculo de fim de ano e já estou me corroendo de nervosismo e ansiedade xD

Com todo o estresse que eu passei, eu aprendi que não é 'frescura' arrumar um tempo pra eu fazer algo que me dê prazer, em que eu fique um pouquinho só longe de casa, marido e filho, é questão de necessidade, de cuidar do meu corpo e da minha mente, para que eu seja uma pessoa mais feliz e com isso, melhor esposa, melhor mãe e o mais importante: melhor comigo mesma!

Dou muuito valor a uma vida saudável e me esforço mto pra oferecer isso pro Miguel. Então acho bem legal mesmo meu marido praticar alguma atividade física e eu também, claro. Quando chegar na idade certa, o Mi também fará, pois quero que ele tenha gosto por se exercitar independente  de ser dentro de uma academia ou num tatame como o pai rs Meu marido ainda falou: "Duro é passar menos tempo juntos, né?" e eu falei que estávamos passando menos tempo juntos, pra passar MAIS tempo juntos por toda a vida e com muita saúde, se Deus quiser! :)

Então é isso! Espero que isso sirva de inspiração pra quem se encontra na mesma situação em que eu estava. Falta de dinheiro não é desculpa, tem exercícios físicos (alguns até com dança, por ex: Zumba) em vídeos na internet que são ótimos, algumas amigas fazem, estão vendo resultado e colocando o corpo/mente em ordem.

Desejo foco, força e fé para todas nós! ;)

Beijos!!!

sábado, 5 de outubro de 2013

Eu agradeço a você ~*




Hoje tirei o dia pra falar da sua importância para nós.
Num mundo onde tá tudo de ponta cabeça e ninguém acredita em mais nada, eu agradeço a você.

Agradeço por me provar que existem sim companheiros muito atenciosos, dedicados e dispostos a qualquer coisa pra ver a pessoa que ama feliz. Você nunca mediu esforços pra nos deixar felizes. 
Sempre preocupado e sempre fazendo a gente sorrir.

Nunca vou me esquecer das noites em que você ficava estudando Psicologia comigo, se esforçando ao máximo pra entender e, MELHOR: pra me ensinar! xD Uma área que não é a sua e você estava lá firme e forte me incentivando.
Foi você que buscou os exames de gravidez, você que me ligou dando os resultados. Não foi o médico, foi você que me deu o primeiro: "Parabéns, mamãe!".
Você que esteve comigo nos momentos mais dolorosos.  Só você e Deus.

Jamais vou esquecer da sua cara e do seu sorriso quando o médico contou que estávamos esperando um menino! Tb não vou esquecer do fuzuê que você fez por causa disso, divulgando em orkut, falando pros amigos... xD E olha que antes de descobrir, quando ainda estávamos pensando em possíveis nomes, você disse: "Eu preciso ter um filho que chame Miguel." E Deus mandou! :D
Quantos tomates você não picou e quantos gelos você não buscou noite afora pra ajudar a grávida com ânsia/azia uehuehuehue Já fez muuuito macarrão pra grávida que só queria comer isso e mais nada!
Todos os dias antes de ir trabalhar, você tirava a minha coberta e depois de se despedir de mim, dava um beijo na barriga e dizia: "Tchau filho, cuida da mamãe. Papai te ama." 

Quando eu te ligava pra você me buscar depois das consultas com o GO, a primeira coisa q vc falava era:
- E tá tudo bem? Miguel tá bem?

E até hoje é assim quando eu ligo depois que saio do pediatra rs

Sei como foi difícil me ver indo pro centro cirúrgico com aquela touca na cabeça porque sei que aquilo não te trazia boas lembranças. 
O que te torna tão especial é o quanto você se esforça pra sempre ser o melhor marido/pai que você puder ser e o que me interessa no final, não é o resultado disso, mas o caminho que você percorreu: seu esforço, dedicação, sua vontade e sua boa intenção. 

Me sinto privilegiada e extremamente feliz principalmente pelo nosso filho em ter um pai super companheiro, que brinca horrores com ele, faz coisas engraçadas e é o melhor amigo dele, com certeza. E ele tb sabe disso porque ele é D O I D O pelo "PA" dele. 

Bom, escrevi tudo isso realmente pra agradecer por você se mostrar diferente, por me fazer ter fé nas pessoas e na FAMÍLIA, que está sendo cada vez mais desvalorizada ultimamente, infelizmente.

Dizem que não tem jeito, né? Mãe é mãe!
Pois é, mas PAI é PAI! Tudo que você faz para o Miguel, faz/fará toda diferença na vida do nosso filho.


Que Deus continue fazendo de vc um homem abençoado, um marido amoroso e um pai dedicado.

Amamos mto você!


Num mundo onde tá tudo de ponta cabeça e ninguém acredita em mais nada, eu agradeço a você.

terça-feira, 1 de outubro de 2013

Sobre o direito de ficar em casa ~*


Olá!
Hoje estou aqui pra falar sobre um assunto que me incomoda e provavelmente incomoda muita gente por aí.


É o seguinte:


Os tempos mudaram! Agora não tem mais essa de mulher ficar em casa cuidando de casa/marido/filho, agora ela vai a luta, trabalha fora, é chefe, é bem sucedida e bem remunerada (nem todas, claro). Sabemos das dificuldades das mulheres que trabalham fora por serem julgadas (principalmente se são mães) e que ainda há muita injustiça (e machismo!) no caminho, mas as coisas melhoraram um pouco se comparado com os tempos das nossas avós, né? Pois é, isso é muito legal!

Mas hoje não to aqui pra defender essa causa. Hoje vou defender o DIREITO DE FICAR EM CASA (com estudo ou sem). Parece que as coisas estão se invertendo, invés de irmos pra igualdade: pelo direito de trabalhar ou ficar em casa; sinto que as mulheres que escolheram ficar em casa estão sendo julgadas tanto quanto as que trabalham fora.


Vou deixar bem claro que estou falando POR MIM. Se você, mãe que fica em casa, que TRABALHA em casa (porque bem sabemos que cuidar de casa não é fácil) é respeitada e não te olham com cara de coitada, MEUS PARABÉNS! Aqui a coisa tá um pouco diferente.


Já cansei de ouvir que é um desperdício eu ficar em casa, tão jovem, tão talentosa, tão isso, tão aquilo... Isso enche o saco. Enche porque dá a impressão de que por eu estar em casa sou uma tonta, que fico sentada o dia inteiro vendo todos os programas/novelas que passam na TV e sem produzir nada.
Quando alguém pergunta "E você faz o quê?" e você responde "Eu fico em casa, cuido do meu filho", parece que a pessoa automaticamente te vê como uma alienada, estressada que só sabe gritar com o filho e não tem assunto pra nada. Que fica apoiada na vassourinha lá na calçada, conversando com a vizinha e deixando o feijão queimar, sabe?


Uma coisa que eu notei depois que me tornei mãe e decidi ficar em casa por um tempo, foi que POUCAS PESSOAS (muito poucas) não mudaram comigo, continuaram/continuam conversando comigo de igual pra igual, falando sobre filmes, festas, dança, teatro, pessoas, lugares, música, enfim, falando sobre A VIDA. A maioria simplesmente cortou contato comigo e quando eu encontro com essas pessoas, sinto que elas não ficam muito a vontade, sabe?
Uma situação:
Estou numa festa. Só vem falar comigo quando passou por todas as pessoas e aí a primeira pergunta é: "E aí, Bre? E o Miguel, tá bem?". :)

Gente, eu AMO falar sobre meu filho (tenho um blog só pra falar disso!), mas é sério, eu também gosto de falar de OUTRAS COISAS. De verdade.
Aí tá, respondo que tá tudo bem atualizo a pessoa com poucas coisas e aí.... o assunto acaba.
É, acaba.


Estava conversando sobre isso com uma amiga. Conversamos por muito tempo sobre como queremos ser vistas por TUDO que nós somos, não só por um lado. Eu não sou só mãe. Eu não sei só trocar fralda. Eu não amo só meu filho. Eu amo dançar, amo cheiro da noite, assistir filmes, fazer exercícios, contar piada, fazer os outros darem risada, me atualizar, estudar, enfim, SOU MIL coisas. 


Isso é só um desabafo até pra quem não é, mas conhece alguma mãe, conversar com ela sobre outras coisas, pra não tratá-la com inferioridade porque 'pobrezinha, ela fica em casa com o filho'.

Eu decidi ter filho, estou muito feliz com minha escolha. Decidi interromper a faculdade e acompanhar cada passo do desenvolvimento do meu filho nesses primeiros anos. Eu decidi ficar em casa. Eu tenho esse DIREITO e não sou menos que ninguém por isso.

"Amigos" já deixaram de me cumprimentar quando me viram e estavam rodeado de pessoas "importantes", pessoas já me excluíram de comemorações e muitos simplesmente me deixaram pra lá.
Isso quando a gente puxa assunto sobre outras coisas e a pessoa não dá muita trela porque, né? O que você sabe?!

Eu realmente não ando bem arrumada todos os dias como as que trabalham fora, eu não recebo e sim, preciso pedir dinheiro pro marido para qualquer coisa, eu não trago dinheiro pra casa nem nada do tipo.
Não 'produzo'  nada de acordo com a sociedade, portanto, não sou útil.

Mas eu fico em casa, estimulando o meu filho, o educando, moldando um ser humano, potencializando suas qualidades e dando o melhor de mim. Estou ralando PRA CARAMBA pra deixar um ser humano bacana pra esse mundo que tá precisando MUITO mais de pessoas conscientes, educadas, respeitosas e amorosas, do que de dinheiro, de lucro.

Respeito e admiro, de verdade, você que trabalha fora (precisando ou não), sua coragem, suas conquistas e por suportar a saudade por ficar longe do filho, admiro mesmo. É muito bom saber que tem mulher bem sucedida na carreira, super respeitada e capaz. Todas nós somos, né? É questão de se dedicar.

Eu não preciso que me admire, só quero que me RESPEITE e que não me inferiorize por não ter um salário. 


Eu penso sim em voltar a estudar, a trabalhar e tudo mais, mas por uns anos (talvez longos anos) eu quero ficar aqui, no meu lar, grudada com  meu filhote. ♥ 
É isso que me faz feliz e se você for ver, o que a gente tanto quer da vida não é simplesmente isso? Ser feliz?





"Não existe caminho para a felicidade. A felicidade é o caminho."

;)

Beijo!


E vamos lá de novo...

Resolvi voltar com o blog, mas só pra mim mesmo. Reli meus posts antigos. Fiquei tão grata por ter registrado muitas coisas que se nao tiv...