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sexta-feira, 21 de março de 2014

~* A história do Nascimento do Miguel - Parte 3


Olá!
Como disse no post anterior, hoje vou falar sobre os desconfortos que tive na minha gestação, sobre o quartinho do Mi e por que escolhi cesárea.



-* Desconfortos

Eu tive MUITO enjoo na gravidez durante os 4 primeiros meses, e eram enjoos muito fortes! Então quando eu via que ia passar mal, na hora já ia procurar minha caminha, ligar o ventilador e DORMIR. Não tinha remédio que desse jeito nessa ânsia horrível (e eu também não queria tomar remédios durante a gestação). O que me ajudava muito, era comer tomate! Se eu comesse tomate, daqui a pouquinho eu já tava boazinha de novo. A dica que minha nutricionista deu era de se alimentar de 3/3 horas e procurar comer coisas leves. Comer várias vezes durante o dia, mas pequenas porções. Resolveu! : ) Não tive nada que não pudesse comer ou sentir o cheiro que passava mal. A única coisa que aconteceu é que depois do nascimento do Mi, eu fiquei um bom tempo sem comer peixe. Tinha enjoado.

Também tive dor no nervo ciático. Eu já tinha essa dor antes de engravidar, e piorou um pouco quando a barriga começou a pesar. Comecei a fazer hidro, a professora indicou uns exercícios que dava pra fazer em casa também e aí não sofri mais com esse problema. Só fui voltar a ter dor no nervo quando o Mi estava com uns 11 meses mais ou menos. O segredo é fazer alguma atividade física, mas tem que ter cuidado já que alguns exercícios não dá pra fazer quando está com dor. 

Duas coisas que me acordavam de tão incômodas: azia e cãibra. Jesus!!
Em relação a azia era fácil, era só chupar gelo que ela ia embora (conte quantas madrugadas o Felipe e eu levantamos para pegar gelo). Tudo coisas que iam me falando e eu ia seguindo (coisas que não representassem riscos para mim e o Miguel, obviamente) e quando deu certo a tática do gelo, nunca mais parei de usar. E ainda indiquei para outras gestantes na hidro heuheuhuehue

Agora cãibras... Me arrepiaaa só de lembrar! Era horrível!! Eu morria de dor e não tinha nada que fizesse parar, tinha que esperar passar :( O médico só dizia pra comer mais banana. Sempre tinha cãibra nos pés e na panturrilha (as da panturrilha eram de matar!). 

Levantava sempre pra ir ao banheiro (típico de grávida) e pra ser sincera, aquilo não me incomodava tanto porque pego no sono rápido. O que me incomodava era levantar toda hora VENDO o Felipe dormir tranquilamente sem ninguém pisoteando a bexiga dele quase o tempo inteiro (x

E por fim, lá no final da gestação eu sentia o Miguel encaixando, sabe? Sentia ele balançando a cabeça, como se tivesse descendo e encaixando msm. Quando disse pro médico que 'parecia que tava abrindo' meus ossos (gente, doía. não uma dor insuportável, mas era incômodo), ele deu risada e disse: "Não parece que tá abrindo... ESTÁ abrindo." Aí eu descobri o que me ajudava com aquilo: mexer os quadris de um lado pro outro, apoiada em algum lugar ou ficar de cócoras. Melhorava muuuito! 
Bom, os desconfortos acabam aqui. Vamos para o próximo tópico!


-* Quartinho do Miguel
Eu queria um quarto azul claro com o tema de ursinhos. Não sou muito fã do tradicional azul pra menino e rosa pra menina, mas sempre pensei que se fosse menino, sera azul com o tema de ursinhos, e se fosse menina, rosa/lilás com tema de ballet! ♥  Mas o Fê que escolheu a decoração. Claro que eu que pesquisei e mostrei as opções, então estávamos de acordo. Aliás, é uma coisa que a gente sempre fez e faz até hoje, pra não ficar aquela briga com opiniões diferentes, eu procuro várias coisas que eu gosto e ele decide entre elas (porque sou supeeer indecisa). Então eu trabalho na coleta e ele na decisão final rs O importante é os dois gostarem. E aí, decidimos que o quarto seria verde com o tema de bichos!! Comprei toda a decoração pela internet, a faixa decorativa compramos numa loja daqui mesmo e meu marido e o padrinho do Mi que pintaram e arrumaram o quartinho. Minha mãe e a madrinha do Mi ficaram na parte de lavar e passar as roupinhas! Amei, amei, amei! Olhem como foi o processo:






Felipe e Duh (padrinho do Mi)

Tudo pronto!

O que acharam?? Eu amei, claaro rs Tanto o Fe quanto o Dú são perfeccionistas, então quando a gente deixa algo na mão deles, pode ficar tranquila que enquanto não estiver perfeito, eles não entregam rs
O que eu mais gostei nisso tudo, foi que o quartinho foi montado/decorado por pessoas que amam muito o Miguel e isso faz toda a diferença pra mim! Saber que as pessoas que estavam lá nos ajudando, estavam lá porque gostam muito da gente e mais ainda do nosso filho. A pessoa faz com carinho e é um verdadeiro presente! Achei muito mais legal e acolhedor do que contratar alguém pra pintar e montar as coisas (não estou julgando quem chama alguém pra montar/decorar o quarto, que fique claro. Até porque muitas coisas do quarto - como os objetos de decoração - nós compramos). É muito especial pra nós ver que o quartinho tem a mão do papai e do padrinho, que ficaram até tarde pintando, montando cômoda, berço, banheira, colocando quadrinhos (e eu dando pitacos: Mais pra direita, não, agora mais pra esquerda!).. Saber que foi a madrinha e a vovó que cuidaram da roupa dele (que Felipe e eu escolhemos com carinho cada peça do enxoval, cada par de meia) com tanto carinho.. É muito especial! Espero fazer isso com o próximo também!

-* Quanto a "escolha" da cesárea


No começo eu dizia que queria parto normal, mas hoje vejo que não queria de verdade não, senão não teria feito cesárea. Eu "escolhi" cesárea porque morria de medo de passar da hora, de ter alguma complicação no parto normal e o bebê ter algum problema ou até mesmo morrer. Não discuti isso com o médico - que disse que fazia tanto normal quanto cesárea - simplesmente no final da minha consulta com 38 semanas de gestação, disse que queria marcar a cesárea e ele aceitou de prontidão, viu um dia, horário e marcou.
Agora por que as aspas, vocês devem estar se perguntando... Porque não fiz uma escolha consciente! Eu não sabia NEM METADE do que sei agora. Se soubesse, vocês podem ter certeza que eu teria parto normal e só iria pra cesárea com uma REAL indicação. Eu me responsabilizo por não ter me informado, mas também responsabilizo o médico por não ter me alertado dos prós e contras tanto de um parto normal, quanto de uma cesárea. Principalmente de uma cesárea eletiva (aquela que se faz antes de entrar em trabalho de parto, você vai lá e escolhe um dia pro bebê nascer). Sei que muita gente defende com unhas e dentes a cesárea eletiva, o que quero deixar bem claro aqui é que depois de tudo que li, que me informei (fontes seguras, não a vizinha ou a prima distante), eu sou sim contra cesárea eletiva, principalmente porque fiz uma (novamente, sem estar informada) e meu filho nasceu considerado prematuro, com dificuldade pra respirar, dificuldade de sugar e só mamou no peito por um mês. Tive depressão pós parto e acredito muito que a forma como ele veio ao mundo e o fato de não ter conseguido amamentá-lo, foi a principal influência pra que isso acontecesse. E por mais que não acreditem, SIM GENTE, TEM MULHER QUE É ENGANADA PELO MÉDICO. Eu sou formada na área da saúde e não sabia nada do que sei agora! Eu, uma pessoa que lê MUITO, acessa MUITO a internet, não estava informada (procurei informações nos lugares errados, pelo visto). E mais: não procurei tanto sobre parto porque afinal, meu médico iria me orientar da forma mais correta e segura, né?? Não, não ia; isso dá tema pra outro post. ENFIM, escolhi a cesárea por medo de que passasse da hr e o bebê tivesse problemas ou morresse. Invés de ir atrás de informação e ver se era isso mesmo que acontecia, qual que era a parada e enfrentar esses meus medos; eu fugi deles e corri em direção a cesárea. Já quero deixar bem claro que são medos que MUITAS MULHERES TÊM e não são necessariamente descabidos, já que somos bombardeadas com essas coisas. O que recomendo é: se você pretende fazer uma cesárea, PROCURE SABER DOS RISCOS! Aí você decide e faz sua escolha consciente. Não sou contra quem faz  cesárea eletiva, sou contra a cesárea eletiva. Aliás, recomendo muito que todos assistam O Renascimento do Parto e se informem no grupo do face "Cesárea? Não, obrigada", vejam as notas no face da Ana Cristina Duarte e da Dra. Melania Amorim. Informação de qualidade e juro pra vcs, é um despertar ;)

Bom, vou ficando por aqui!!
Na próxima, será a postagem final, contando sobre o nascimento do Miguel!!! 


Conto com vcs lá!

:)

Beeeijos!


segunda-feira, 17 de março de 2014

~* A história do nascimento do Miguel - Parte 2


Oi, gente!!
Demorei pra voltar aqui mas estava cheiaa de coisas pra fazer. Nesse tempo Mi completou 2 aninhos e fds passado foi a festa dele. As fotos chegam essa semana, depois mostro um pouco aqui pra vocês como foi.

Vamos pra segunda parte da história do nascimento do Mi?
Pra quem não leu a primeira parte, está aqui.

Quis contar tudo realmente desde o começo pra mostrar como passamos por alguns problemas (como muita gente passa e só fui descobrir isso depois que passei) e também porque acredito piamente que comecei a ser mãe desde o momento em que tive a vontade no meu coração!
Então vamos lá:


Bom, na segunda vez que engravidamos fomos fazer US e quando vi o bebê, ele parecia grande! Afinal, eu tinha engravidado já uma vez e só vi um 'cisco', uma bolinha... e dessa já tava bem maior e com o mesmo tempo de gestação. Aí o médico disse:
- Você tomou remédio pra tentar engravidar?
- Eu tomei um remédio pra deixar a menstruação regular porque meu ciclo é todo bagunçado (e disse o nome do remédio).

- Hummm... porque tem dois aqui.

Meu queixo caiu! Na hora eu fiquei extremamente felizzzz! Olhei pro meu marido e ele tava feliz também, mas vi que ele não tirava o olho do médico. Quando olhei pro médico, ele tava sério. Ele disse:
- Que interessante... Tem 2 bebês, mas só um saco vitelínico pros dois. Tinha que ter dois aqui....

Na hora já vi que aquela conversa não ia ser muito boa. Foi então que ele me disse que de duas uma: ou um sobreviveria (porque não teria nutrientes para dois ali) ou perderia os dois. Ele achou os bebês muito pequenos, mas disse que poderia ser por conta de serem gêmeos, que gêmeos são menores mesmo, mas que ele achava que eu já tinha perdido mesmo. Disse também que eram gêmeos idênticos! Pediu pra eu voltar em uma semana.
O duro foi sair da sala de exame com uma notícia dessas, com o sogro esperando na saída e a gente tentando disfarçar. Confesso que dessa vez eu não me abalei tanto, sabe por quê? Eu tinha 7 dias pra voltar lá e em 7 dias pode acontecer muita coisa. Sim, eu acredito em milagres. Chegamos em casa, eu olhei pro meu marido e fiz uma careta: "Que pena, né?". Aí ele encostou na parede do corredor e foi descendo, chorando com as mãos no rosto e se perguntando por que mais uma vez estávamos passando por aquilo. Aquilo partiu meu coração em mil pedaços, porque eu também não sabia a resposta. Nós somos um casal que acreditamos muito em Deus, então procuramos não nos preocupar com isso até porque não tinha nada o que a gente pudesse fazer; se ficássemos pensando só naquilo ia aumentar nossa sensação de impotência. Então oramos a Deus e confiamos. Acreditamos piamente que tudo poderia mudar, mas eu já tinha na minha cabeça e no meu coração que Deus já sabia que isso iria acontecer, que Ele sabia o antes, durante e depois, então eu deveria ficar tranquila e confiar. Voltamos em uma semana e infelizmente tínhamos perdido mesmo os bebês, um deles tinha até 'sumido' e o outro tava beeem pequenininho, não tinha crescido mais mesmo.
Dessa vez o médico me deu um remédio e ficou esperando o aborto, disse que seria melhor que a curetagem. Passaram-se uns 15 dias e eu tive um aborto espontâneo. Uma dor quase insuportável, muito forte, muito sangramento. Chorei de dor por uma tarde. Depois disso, fiz outro US e deu pra ver que o útero estava limpinho. 

Fizemos novos exames e aí descobrimos que minha progesterona estava baixa também. Ficamos mais 6 meses esperando para poder tentar de novo e nesse tempo tomando progesterona. Como eu não queria ficar mais um ano parada em casa, comecei a fazer faculdade (um sonho!) enquanto dava esse tempo e tentava engravidar. Não sabia quanto tempo ia demorar, então fui ocupar minha cabeça com outras coisas.
Eis que passaram os 6 meses e eu engravidei na primeira tentativa! :D
Descobri nas férias da faculdade. Aliás, cursei só um semestre. Eu que juraava que estudaria grávida, porque estaria grávida e não doente; que quando parasse pra ter o bebê, voltaria 6 meses depois! Não fiz nada disso. Parei porque eu tinha UM SONO... UM SONO que nunca tive em toda minha vida! Eu dormia 16 hrs por dia e babava de sono na faculdade. Ficava prestando atenção na aula e juro, parecia que era só eu dar uma piscada que o olho começava a pesar e eu já nem sabia mais do que a professora tava falando. Fiquei super perdida!

Continuei tomando progesterona (o que me deu ânsia demaaais e me inchava horrores) e vi que eu tinha que parar mesmo. Eu não ia conseguir estudar. Como eu amava (e amo) o curso (Psicologia), queria estar ali 100% e não 50% (se bem que nos momentos de sono forte, acho que só tava ali 10% da minha pessoa). Fizemos a primeira US nas primeiras semanas pra ver se tava td certinho e estava! E gente, vi um trocinho balançando e perguntei pra médica o que era aquilo e ela disse:
- É que não dá pra ouvir pq ta muito novinho.. mas é o coração dele! :)


Vocês tem noçãoooo da felicidade em ouvir aquilo?? A gente que engravidou duas vezes, perdeu 3 bebês e nunca tínhamos ouvido/visto um coraçãozinho.. VER ALI o coração do bebê batendo NOS DEU UM ALÍVIO e uma ALEGRIA tão grande!!! Nunca vou esquecer!

Bom, hora de escolher o nome. Queríamos ter um nome desde sempre. Sempre gostei muuuito de Laura! Acho simples, doce e delicado. Acontece que nasceu uma Laura na família e eu não gosto de colocar nomes de crianças que conheço/tenho contato, porque meu marido chama Felipe e meu sobrinho também, quando se reúnem e começam a chamar "Felipe" os dois ficam perdidos hahahaha Então ficou Alice se fosse menina. Menino eu queria Davi. Felipe bateu o pé que queria pq queria que fosse Miguel. Como vcs já sabem, ele venceu essa luta ;) Então com 12 semanas, quando fomos fazer US de translucência nucal (que me deixaram malucaaaa quanto a isso!) o médico disparou: "Já vou logo dizendo que não dá pra saber o sexo, hein? É mto novinho!!" e eu dando uma de nem aí: "Ah, com certeza!! Não estamos preocupados com isso. :)" #sqn hahahah


Aí ele ficou olhando, olhando e disse:
- Vocês estão vendo ali?
Felipe: Aham... :)

Brenda: Sim!!

- Então... PARECE que é um menino!
Felipe só aqui: :D


E eu rindo por dentro porque achei que tinha visto o nariz do nenéémm hahahaha Ainda bem que depois do SIM, não emendei um: "É o nariz dele, né Dr.??". 


Qndo eu vi ele pela primeira vez 'formadinho', pernas, braços... naquele dia, eu tive certeza que era menino. Eu bati o olho e pensei: "Gente.. que jeito de menino." Pois é. Antes eu tinha certeza q era menina porque tinha sonhado que era rs 
Felipe estava lá só sorrisos.. Aí o Dr:

- Mas não vai comprar nada azul ou verde, tá?? Só parece...


Viu outras coisas e depois voltou pra ver direito e disse:
- Nossa, mas parece MESMO um  menino!!!


E AÍ eu vi direitinho. :3 E tive CERTEZA que era menino, não podia ser uma menina! heheuhe
O médico ainda disse que estava 'muito protuberante pra ser uma menina.' xD

Na mesmaaa semana compramos o enxoval do Mi rs Com 16 semanas confirmamos, e era mesmo o nosso Miguel lá! ♥ 

Eu comecei a fazer hidro com 6 meses, me ajudou muuuito com a dor nas costas e no nervo ciático. O Miguel também gostava, viu?! Quando eu parava de me mexer na água, ele ficava mexendo na barriga, meio: "Vaamos, mãe!! Tava uma delícia, vamos lá!"  xD

Ai gente, quando entrei na hidro, tinha outras pessoas que já faziam hidro há mto tempo então já estavam acostumadas; acontece que eu não conseguia fazer algumas coisas e a água ME LEVAVA. Eu passava a maior vergonha passando na frente de todo mundo, sendo arrastada pela 'correnteza', com aquela toquinha preta. Parecia um cocozinho boiando no meio deles huehuehe 

Aahh, eu era a única gestante que ia com o barrigão de fora! Adoraava! Short, top e uma barriga redonda, grande e muito esperada! ♥ Olha uma foto antes de ir pra hidro:



-*

No próximo post, falarei sobre os desconfortes que tive, o quartinho do Mi e porque escolhi cesárea. Espero que tenham gostado!

Beijos!!! 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

A história do nascimento do Miguel - Parte 1 ~*

Olá!!
Hoje quero contar pra vocês a história do nascimento do Miguel, desde o começo... Por isso vou dividir em partes!
Algumas pessoas sabem como tudo aconteceu, outras não sabem todos os detalhes e outras não sabem nada. Então vamos lá:


Quando faltavam 3 meses pro meu casamento, meu marido e eu decidimos engravidar. Quando fui ao primeiro médico, ele já tirou todas as minhas esperanças. Disse que era muito difícil engravidar rápido, que poderia levar até 1 ano ou mais. Ele só entraria com alguma abordagem só se tentássemos por 1 ano sem sucesso. Aí já me disse que eu tinha ovário policístico e enfim, saí de lá super desanimada.
Porém, 1 mês depois e eu já me encontrava grávida! :) Já espalhamos a notícia pra meio mundo! Fui em outro médico dessa vez (aliás, antes de pensar em engravidar, já tinha ido nesse médico e ele pediu para que eu fosse lá com 6 meses de antecedência quando quisesse tentar, porque aí ele me prepararia para a gestação). Já estava tomando ácido fólico bonitinho e fiz os exames que ele passou. Lá descobrimos que meu sangue era B e o fator Rh negativo. O fator Rh positivo possui uma proteína chamada antígeno D na superfície dos glóbulos vermelhos, quem não tem esse antígeno, é Rh negativo (meu caso). Isso só é importante se o bebê for Rh POSITIVO. Se ele for, a mãe tem que tomar uma vacina até 72 horas após o parto. Mas por quê? Pelo seguinte motivo: se o sangue do bebê entrar na corrente sanguínea da mãe, o sistema imunológico dela pode reagir contra esse antígeno D do sangue do bebê, como se ele fosse um "invasor", e aí pode produzir anticorpos contra ele (podendo provocar anemia, icterícia ou até mesmo insuficiência renal e hepática).  A vacina é extremamente importante, porque uma vez que haja sensibilização, vai permanecer pra sempre no seu corpo. Essa vacina destrói rapidamente qualquer célula do bebê que esteja na sua circulação, antes que você comece a produzir anticorpos. Durante a gestação, fiz um exame chamado Coombs Indireto, pra ver se tinha criado sensibilização contra o bebê. Não se fazia todo mês, graças a Deus nunca deu nada e um dia depois do nascimento do Mi, já tomei a vacina. É bem dolorida, mas é necessário né? Agora se no exame durante a gestação você descobrir que houve sensibilização, aí vão monitorar a gestação mais de perto para detectar possíveis sinais de anemia no bebê.
Ah, se descobre o tipo sanguíneo do bebê no dia do nascimento mesmo, é retirada uma amostra do cordão umbilical. 
Mas enfim!!

Eu estava super empolgada com essa gestação e na primeira consulta, foi meu marido e meu melhor amigo. E eles ficaram bravíssimos comigo quando eu saí da sala falando que tinha visto o bebê no US.
Os dois: ":O PQ VC NÃO CHAMOU A GENTE??"
- Mas eu não sabia que ele ia fazer US... Não deu pra ver nada, era só um pontinho ali rs
- Mesmo assim!!!!!

E eu tava adorando tuudo! Ganhei um livro do médico falando sobre a gestação e o parto e estava me sentindo a mais grávida de todas e ficava até imaginando que chique seria dizer pra alguém: "Sair hoje? Não posso.. Tenho consulta de pré natal!"  ;*


Logo no comecinho eu tive um sangramento leve que não passou e aí fui parar no hospital. Fiquei lá em observação e quando fizeram US, disseram que o bebê tava muito pequeno, por isso não dava pra ver os batimentos cardíacos, mas que estava tudo bem. Fui pra casa  e no mesmo dia tive mais sangramento e fui pro consultório do médico. Lá ele faz um US e disse:
- Oh.. tá vendo aqui? Era pra ter movimento aqui, era pro coraçãozinho dele estar batendo já....
- Uhum.... (e já olhei pra cara do meu marido - na época namorado - com aquele nó na garganta se formando)
- Então... não há batimentos aqui. Você perdeu o bebê, eu sinto muito....
 Eu fiquei arrasada... Chorei muito ali mesmo na frente do médico que ficou olhando com uma cara de: "Odeio ter que dizer isso". Saímos dali e eu já não queria nem casar mais. Perdemos o bebê faltando uma semana pro casamento. Eu não estava no clima pra festa nem nada, mas no fim me convenceram que já estava tudo pronto, vários contratos assinados, não ia dar pra desistir na última hora. O casamento foi muito legal, surpreendentemente consegui me divertir e até esquecer essa dor, mas lembrava a cada vez que alguém vinha falar: "Parabéns pelo casamento e pelo bebê! Que venha com muita saúde" e passava a mão na minha barriga. Não deu tempo de avisar a todos que tínhamos perdido, então muita gente veio nos parabenizar também pelo bebê.
Esperamos 6 meses pra tentarmos de novo, e nesse tempo de espera continuei tomando meu ácido fólico religiosamente! Ahhh, esse meu médico 'esqueceu' de me dar a bendita vacina, tomei diaaas depois. Aí descobri que nem precisava ter tomado porque ela não teria efeito nenhum, já que passou das 72 horas. Ou seja, R$200,00 jogados no lixo. Falam que é MUITO difícil ocorrer sensibilização em casos de aborto e tal, mas é bom prevenir, né? 
Mudamos de médico mais uma vez e cheguei com a tocha acesa:
- Eu quero engravidar, já perdi um bebê, meu sangue é negativo e tenho ovário policístico!


- ... Ok. Bom, sobre o sangue ser negativo não tem problema nenhum, podemos cuidar disso. E vc não tem ovário policístico, se tivesse, eu saberia na hora porque você apresentaria as características. Por que do aborto?
- O médico disse que era anencefalia...


E aí conversamos e na hora ele já começou a anotar um monte de coisa e começar um tratamento pra engravidar. Tomei um remédio para continuar ovulando regularmente (já que meu ciclo era irregular) e tinha os dias certos pra ter relação, aproveitando o período fértil*. Em 2 meses engravidei. De gêmeos. Idênticos. 

-

Como o post tá muito grande e gosto de falar todos os detalhes de tudo, a saga continua no próximo post, ok?! rs

Beijos e até mais!!!

* Gente, depois eu descobri através de outros especialistas que a melhor coisa é engravidar NATURALMENTE, sem medicamento nenhum, que só se deve usar medicamentos em casos realmente necessários. Acredito que eu não precisava, poderíamos ir tentando até o tempo em que os próprios médicos dizem ser o normal (1 ano a 1 ano e meio). O remédio que eu tomei aumenta a chance de ter gêmeos, e por mais incrível que seja engravidar de gêmeos, devemos levar em conta que é uma gestação de risco. Então enquanto for viável, melhor optar pelo natural mesmo, na minha opinião : )

E vamos lá de novo...

Resolvi voltar com o blog, mas só pra mim mesmo. Reli meus posts antigos. Fiquei tão grata por ter registrado muitas coisas que se nao tiv...