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sexta-feira, 26 de abril de 2013

BC - Licença Maternidade não é férias

Boa noite, queridas!!!

E hoje temos mais uma BC proposta pelo Mamães em Rede e como eu adoro BC e adoro MR, não ia deixar de participar, né? rs

Bora lá então:


Eu nunca trabalhei fora, sempre estudei. Então quando tive o Miguel, não tinha aquela preocupação que toda mãe que trabalha fora sente, como: com quem deixar, a saudade de ficar longe, e todas aquelas coisas.

O período pós parto não é tão tranquilo como muitas pessoas pensam e falam. Aquele papo de: "Mas eles só dorme no primeiro mês" não deve ser levado em conta, porque cada bebê é de um jeito e enquanto o bebê de uma dorme todo o tempo, o de outra pode chorar o dia inteiro por causa de cólica.
O Miguel sempre foi um bebê muito bonzinho, o trabalho que ele dava é o trabalho que todo bebê dá mesmo.

O que muita gente não leva em conta é que além da mãe ter que suprir as necessidades básicas do bebê (alimentar, dar banho, carinho) ela tem que conhecê-lo também nesse período. Se adaptar a ele e vice versa. Precisa de tempo pra esse choque que é a chegada de um bebê (seja mãe de primeira ou décima viagem). Muitas vezes ela não tem quem ajude e precisa dar conta disso tudo sozinha, ALÉM de ter que arrumar tempo pra descansar e se alimentar direito. Afinal, ela precisa ficar bem pra tomar conta do bebê e não afetar sua produção de leite, né?
Alguns papais ajudam mas ajudam por poucos dias (essa licença paternidade deveria aumentar, né? Vamos combinar!). Na maior parte do tempo ela tem que se virar.
Quem faz parto cesárea é mais complicado ainda. Eu levei um mês pra me recuperar totalmente pra poder assumir todos os cuidados da casa e do bebê com 'tranquilidade'.
Minha mãe ficou comigo por 15 dias, me ajudou DEMAIS e mesmo assim eu penei bastante depois, pois fiquei extremamente cansada. Mesmo o Miguel sendo um bebê bonzinho teve aqueles (vários) dias em que não dormia bem, etc.

Licença Maternidade não é férias e tá bem longe de ser. Em alguns lugares a licença maternidade é de 4 meses e em outros 6. Eu ainda acho 6 meses muito pouco, 4 meses nem se fala. 1 ano estaria ótimo. É muito difícil e esse tempo da licença não é usado pra descansar por muita gente (é muita coisa pra fazer), mas sim pra conhecer o bebê, reconhecer traços de personalidade, se recuperar do pós parto, etc. E deve ser muito difícil lidar com a pressão e com a falta de compreensão de muitas pessoas (principalmente no ambiente de trabalho) e isso quando a pessoa tem alguma ajuda, algumas mães se encontram sozinhas mesmo. Muitas ainda não estão preparadas física e psicologicamente e tem quem correr contra o tempo pra tentar se restabelecer porque logo tem que voltar a trabalhar.

Divulgue essa ideia para que as pessoas mudem esse conceito errado de que mãe que tá de licença maternidade tá de férias, só vida boa. Estamos nos recuperando, tentando suprir nossas necessidades básicas, as do bebê e ainda tentar curtir muito esse período (que passa tão rápido) mesmo com tantas noites mal dormidas rs


Até a próxima, amores!!

Beijos!!!!



domingo, 7 de abril de 2013

BC Mamãe tá de olho no consumismo

E chegamos na segunda etapa da BC Mamãe tá de Olho, proposta pelos blogs A sós Mamãe Nádia, Para Beatriz e Reciclando com a Mamãe!

O assunto de hoje, como o título já diz, é CONSUMISMO!



Quem aqui nunca quis comprar alguma coisa? Sem necessidade mesmo, só por capricho, luxo ou mimo? Todo mundo já fez isso um dia.  
Depois que me tornei mãe, caiu minha ficha de que meu filho também é um consumidor. E dos grandes. Ele também é bombardeado com comerciais, propagandas e mil coisas que passam o tempo todo na TV.
Lembro que quando eu era criança, queria MUUITO uma boneca que fazia o maior sucesso na época. Aliás, eu queria muitas coisas que eu via na TV, com as amigas e me sentia muito mal quando era excluída por não possuir determinadas coisas que estavam na moda. Meu pai sempre foi muito pé no chão e não se rendia fácil. Lágrimas de criança doida por um brinquedo não o emocionavam (pelo menos não aparentemente) e eu até que ganhei uns brinquedos bem legais, mas não era aquela criança que nem tinha lugar pra guardar tanto brinquedo!!!

E agora que sou mãe, fiquei muito atenta a isso. Eu sou uma pessoa que tenho que pensar DUAS vezes quando vejo algo legal, porque se deixar compro logo na primeira!! Sou consumista, admito. Comprei 1 milhão de coisas quando engravidei: roupas, brinquedos, acessórios.. Coisas que nem cheguei a usar. Comprei pelo COMPRAR, comprei porque TODO MUNDO TEM, comprei porque a revista/vizinha/apresentadora/vendedor disse que precisava mesmo ter um item como aquele, comprei porque eu ACHAVA que precisava daquilo.
Agora estou muito mais seletiva. Miguel tem 1 aninho e 1 mês, então quando saímos com ele para lojas ou quando ele vê algum comercial de algum brinquedo, não dá tanta importância. Não pede nada.
Ainda.

Eu fico intrigada porque os comerciais voltados pra molecada hoje vendem seu produto de uma maneira que até nós, adultos, acreditamos que nosso filho precisa mesmo daquele sapato/brinquedo/acessório. Fico pensando que se eu, com 24 anos de idade, consigo ser levada por essa onda.. imagina uma criança. Então tá decidido: filtramos TUDO que o Miguel assiste. Não quero que ele pense que é normal ter todos os brinquedos do mundo (não importa o preço) ou que ele pense que ele é mais legal que outro coleguinha, só por ter determinado brinquedo.
É isso que muitos comerciais insinuam. 
Estou numa época (que espero que dure eternamente) de organização e minimalismo: só ocupa espaço na minha casa o que for útil, o que eu amo e o que me traz algo de bom. O resto vai embora sem dó.

Me desapeguei de roupas de marca, de brinquedos que fazem TUDO pra criança (canta, dança, fala e só falta cozinhar de verdade) e estou valorizando mais o simples. O Miguel tem brinquedo DEMAIS (e olha que compramos pouco, o resto ganhou). É tanto brinquedo que ele simplesmente IGNORA. Passa por cima de todos pra ir lá na cozinha e brincar com uma colher de pau. É mole?

Não julgo mesmo quem é consumista porque sei que somos facilmente 'comprados' pela mídia. O trabalho deles é exatamente esse mesmo: VENDER. Fazer você crer que você precisa mesmo desse produto.

Na faculdade, o professor de filosofia disse algo que nunca me esqueci. Primeiro nos perguntou qual a diferença entre seres humanos e animais. Todo mundo disse o padrão: "A gente pensa, eles não", "Nós temos sentimento" e ele sempre descartando e justificando. Quando desistimos de achar a resposta, ele disse: "O ser humano CRIA necessidade. Ele nunca tá satisfeito, tá sempre precisando de mais."

E é bem isso.
Não basta ter o básico, tem que ter tudo: um monte de roupas, um monte de brinquedos, um monte de sapatos, UM MONTE DE COISA!!!!

Agora penso o seguinte: ele precisa dessa roupa/brinquedo? Tem espaço pra isso na minha casa? TENHO DINHEIRO PRA ISSO??

Se a resposta pra primeira pergunta for não, já descarto todo o resto e não levo. Ás vezes tenho a impressão de que as pessoas de antigamente tinham menos coisas e eram mais felizes.


Também sempre deixo a compra 'para outro dia'. Vejo algo super legal e fico empolgadíssima!! Espero uns 2 dias e volto a pensar no assunto. MUITA coisa eu deixei de querer.

Nossos filhos são alvos fáceis de muita coisa, cabe a nós desde cedo orientar certo e mostrar que eles não precisam ter determinadas coisas 'só porque todo mundo tem'.
Claro que sempre darei presentes pro meu filho, mas na medida.

A vida é complicada demais pra eu ficar criando necessidades pra ele ou deixar que façam isso.
Nem me lembro da última vez que comprei um brinquedo pro Mi. Trocamos por passeios! \o/

Quero controlar cada vez mais meu consumismo porque fazendo isso (e controlando o que o Miguel assiste), será mais fácil controlar lá na frente.
Não quero enchê-lo de coisas, pois quero que ele dê valor pras coisas que ele tem. E não: "Se quebrar, tenho mais um 3 desse!"
Só quero que ele tenha em mente que as coisas mais importantes de que ele precisa, não estão nas prateleiras das lojas. 

E você, como lida com o consumismo na sua casa?




domingo, 10 de fevereiro de 2013

Blogagem Coletiva: Mamãe tá de olho - alimentação infantil

Recebi o convite para participar dessa BC da simpática e querida Nádia e não pude deixar de participar!!

Antes de mais nada, peço que assistam a este documentário MARAVILHOSO para entenderem a gravidade da situação que estamos vivendo:


Assistiram? Espero que sim! :D

Não vou contar detalhes do vídeo porque seria muito interessante MESMO que todas as pessoas assistissem. 
Por ele vocês verão que crianças estão tendo doenças que normalmente quem tem são IDOSOS. Hipertensão, diabetes, problemas no coração, etc, etc.


Eu também já fui criança. Eu também comia bolachas, chocolates e bebia refri! Confesso que em casa não tinha muita bolacha e besteiras porque minha mãe não permitia 'tanto'. Comíamos salada, verduras e frutas às vezes. Teve uma época em que morei sozinha (19 anos) e todo dia eu tomava um refrigerante, daqueles pequenos, sabe?
Eu não tinha consciência. Nenhuma.


Quando engravidei do Mi, devorei livros e livros e claro que em relação a alimentação não foi diferente. E aí a gente pesquisa (porque só falta isso pra muitas pessoas: procurar saber!) e vê como aquela bolachinha gostosa de chocolate que a criança come todo dia um pacote (!) não é tão inocente assim.... que refrigerante e fast food seria bom se não comêssemos NUNCA. Depois de ler e pesquisar, eu soube que MUITA coisa que a gente compra, que aparentemente é ótimo, porque: OLHA, TEM VITAMINAS!!!, é lixo. Gente, é de assustar a quantidade de açúcar que se encontra em determinados achocolatados, a quantidade absurda de açúcar e gordura na bolachinha que todo mundo diz que não faz mal.

Eu já tinha um pé atrás com muita coisa e depois do vídeo, redobrei minha atenção inclusive com a MINHA alimentação. Um dos motivos que aceitei participar dessa BC é que VIRA E MEXE sou criticada por alguém por não dar chocolate, refrigerante, frituras e etc.. pro Miguel. Meu bebê não tem nem 1 ano e algumas coisas nem adulto deve comer o que dirá um bebê. Temos a lista do que devemos comer sempre, de vez em quando e NUNCA. Tento fazer substituições saudáveis inclusive com ideias que pego em blogs de nutrição infantil.

Por mais que algumas pessoas torçam o nariz pras minhas decisões, prossigo com o que penso porque não tem nada MELHOR pra mim do que ter uma consciência limpa. A cada vez que surge a tentação (porque em mim surge sim!) de dar algo que é 'gostoso' pra ele, penso na consequência que aquilo pode ter pro meu filho, que é inocente, ainda não sabe diferenciar o que é bom/ruim e vai aceitar tudo que eu der. Pequenas coisinhas que formam um hábito que pode ser muito difícil de tirar depois. 
Antes de dar qualquer coisa, só olho pros olhos grandões que confiam no papai e na mamãe e repenso tudo. 
Por isso que maridão e eu não trocamos o certo pelo duvidoso e dá-lhe mamão (sem açúcar, please) pro neném porque ele adora:


Acredito que não tem nada pior do que ver seu filho com algum problema de saúde por conta de uma alimentação incorreta, sendo que nós, os pais, poderíamos ter evitado.

O vídeo também trata do sedentarismo, onde crianças ficam cada vez mais presas a jogos eletrônicos, assistindo televisão e quase não praticam atividade física (fora aqueles que realmente não praticam). Infelizmente, é algo que preciso mesmo mudar porque não tenho ajuda de ninguém e pra dar conta da casa, tenho que deixar o Mi assistindo televisão. PORÉM, arrumo a casa da maneira mais rápida possível para ele ficar o menor tempo possível assistindo tv. Estimulo ele a queimar algumas calorias tentando engatinhar e dando passinhos em pé apoiado nos móveis. xD 
Estamos com planos de nos mudarmos para um apartamento e aqui já combinamos: se formos mudar mesmo, será OBRIGATÓRIO levar ele pra correr e brincar MUITO e TODOS os dias. 

Vejo muita gente que não leva a alimentação do filho a sério ou desiste mesmo porque conclui que a criança simplesmente não come.

Não posso falar pelo filho dos outros, mas o Miguel tem época que dá MUITO trabalho pra comer. Só quer saber de leite e frutas. Dá vontade de substituir por algo mais rápido (mais rápido lê-se: leite, papinhas prontas e porcariadas), eu confesso que dá sim. Mas isso não vai solucionar o problema. 
"Ah, mas eu dou porque ele não pode ficar sem comer...", mas comer besteira ele também não pode.



Tem dias que eu pulo o refeição já que o Miguel não quer, mas também não dou nada até a próxima refeição! Já ouvi: "Oh, como você é chata!!", "Não tem coração" e "Eu não teria coragem!", mas fiz e faço quando isso acontece e sempre dá certo. Quando eu sei que ele não quer comer por conta de um dentinho que tá nascendo ou outras situações e é naquele dia que tudo foi corrido, aí dou o leite. Isso é raro, muito raro mesmoo. Até porque fazer uma sopinha nutritiva não demora tanto assim.



Bom, vou finalizando minha participação, gente! Espero que tenham gostado e vamos nos unir pra divulgar essa ideia para que todos nós possamos educar nossos filhos em todos os aspectos, inclusive na alimentação. Com força, fé, determinação e respeitando os gostos da criança (porque é difícil uma criança que goste de tuuudo, né?) a gente consegue dar uma qualidade de vida melhor pros nossos filhos!!

Beijos!!!

segunda-feira, 31 de dezembro de 2012

BC - Pense no próximo... Você não está sozinho nessa estrada

Essa BC foi proposta por Roberta e Cléo Moretti!!
Vamos lá?



Se tem uma coisa que me deixa inquieta, é quando sei que vou viajar. Tenho medo. Toda hora fico pro meu marido: "Ai, cuidado!!". E olha que ele é um motorista super responsável.
Todo dia a gente fica sabendo de acidente e tudo fica pior quando o acidente ocorreu por falta de responsabilidade. Eu não gosto de andar com quem corre igual louco, TENHO MEDO. Não ando com gente que só 'bebeu uma cerveja', pego outra carona. Se é pra sair daqui a farmácia (que fica a 2 quarteirões daqui) eu coloco o cinto. 
O problema maior é que algumas pessoas têm o pensamento de que nada vai acontecer com elas. Então: 

• Correr 'só um pouco' não é perigoso, é excitante. 
• Cinto de segurança? Pra ir daqui até a esquina?? Não precisa, é pertinho!!!!
• Deixa a criança sem cinto, eu estou dirigindo devagar..

Sempre que saio de casa, eu vejo pelo menos uma criança sem cinto de segurança. Ela está pulando no banco traseiro ou em pé entre os pais ou ela está no BANCO DA FRENTE (e algumas com a cabeça pra fora da janela!).

Eu fico chocada. A gente tem que dirigir por nós E PELOS OUTROS. Tem gente que não liga de deixar a criança ir em pé entre os pais, sabe? Apoiada nos dois bancos, porque afinal, ela está dirigindo devagar..
Pense que nem todo mundo dirige devagar e pode vir um louco, bater com tudo em você e seu filho é arremessado.

É chocante? É, mas não é difícil de acontecer. Aquele que corre como louco sem respeitar  sinalização é irresponsável, sim. Tanto quanto aquele que anda sem cinto de segurança e permite que seus filhos andem também.
Moramos perto de um supermercado e quando vamos trazer muitas compras, vamos de carro. Dá vontade de ir atrás e levar o Miguel no colo porque "é só até ali"? Dá, não vou mentir. Eu acho chato ficar colocando o Miguel no bebê conforto porque ele fica bravo, chora e às vezes dá trabalho porque vira uma guerra. Mas não deixo de colocar. 
No espaço de tempo de "só até ali" pode acontecer muita coisa. Já li sobre acidente DENTRO DO ESTACIONAMENTO do mercado!! Por isso aqui é assim: antes de ligar o carro, todos com o cinto de segurança!! Não importa aonde vamos, se vai descer do carro daqui UM minuto, todo mundo vai de cinto.
Ás vezes o Miguel fica chorando por um loongo tempo, mas sabe que no fundo não me incomodo?
Sei que ele fica bravo mas também sei que ele está SEGURO e isso pra mim basta. Criando esse hábito nele de usar cinto de segurança (desde quando saiu da maternidade), vai fazer com que ele use sempre o cinto de segurança sem criar uma guerra por causa disso.

Dirija sempre com segurança (principalmente nesse final de ano!) e responsabilidade. Não se trata só da sua família e de seus filhos.. mas da família e dos filhos de outras pessoas!!!


Dê valor a vida!
;)


Um Feliz 2013 (sem acidentes!) pra todas vocês!!!



sexta-feira, 30 de novembro de 2012

Blogagem Coletiva - Todos Contra a Violência

Essa BC é uma iniciativa do Cantinho das Mamães Corujas (do qual orgulhosamente faço parte)!




"Não dá mais." 
Faz tempo que eu ouço isso: "Não dá mais", "Pior do que tá não fica", "Chegamos ao limite". Está parecendo que não. A cada dia que passa, a gente se depara com mais e mais violência. Quando tudo parece ter chegado ao limite, a gente senta pra assistir a um jornal e já fica chocado, assustado, saindo trancando tudo e com medo. Medo de sair de casa, de passear, de ficar na calçada, de colocar o filho na escola, medo das "amizades". Medo. Só medo.


Não quero nem pensar até onde isso vai ou o que ainda vai acontecer pra que algo seja mudado. Procuro não pensar nos problemas (são MILHARES e sinceramente se a gente fica só pensando nisso, a gente deixa de viver!) mas procuro pensar no que pode ser feito, no que pode ser evitado. 
Ás vezes eu me sinto TÃO pequena e desanimada. Pensando: "Meu Deus, a gente tem que viver contando com a sorte e TORCER pra nunca acontecer isso com a gente."
Aí eu olho pro Miguel e já mudo meu pensamento. Me foco SOMENTE nele. Quero tomar todas as medidas possíveis de segurança (e temos que aceitar que não dá pra viver numa bolha); parei de assistir tanto jornal (só passa desgraça e eu fico neurótica) e a única coisa que eu quero é EDUCAR muito bem o Miguel, pois acho que foi isso que faltou/falta pra muita gente: educação, amor, direção e respeito. Sim, tem gente que é maldosa mesmo, gente que tem pais maravilhosos e mesmo assim tá no crime porque acha 'legal ser temido'. Mas nossa, QUANTAS COISAS não poderiam ter sido evitadas por uma maior atenção dos pais, professores, sociedade e GOVERNO.
Quero mostrar ao Miguel o valor de amar ao próximo, de respeitar todas as pessoas independente de classe, cor, religião ou o que mais a pessoa tiver de diferente dele ou que ele não concorde. Quero que ele sempre saiba que tudo pode ser resolvido no diálogo e nada se resolve na mão. 
Há tanta coisa a ser combatida e se nós SIMPLESMENTE fizermos nossa parte (começando por nossos filhos), acredito mesmo que uma mudança pode acontecer. Não aprovo bater em criança (na minha opinião, não se educa uma criança com tapas e xingamentos), não acho 'engraçado' apelidos que inferiorizam/ofendem alguém (o típico humor negro), odeio qualquer tipo de exclusão, enfim, sou contra qualquer coisa que machuque alguém física ou psicologicamente.

A coisa tá feia, gente. Os nossos filhos estão vivendo nesse mundo, vão crescer e vão ter que sair de casa alguma hora. Se tudo tende a piorar como falam, é melhor a gente começar a agir AGORA.
Conheço algumas pessoas que foram vítimas da violência (a irmã de um colega meu foi assassinada pelo melhor amigo (?)) e eu já fui vítima de violência também. Fui assaltada, o cara entrou na minha kit net, eu morava sozinha e ele estava armado. Nunca vou me esquecer como me senti, sabe? Nunca vou esquecer da arma encostada nas minhas costas e ele falando a todo momento que ia atirar. Nunca vou esquecer do meu corpo inteiro formigando, não conseguia sentir nada e a única coisa em que eu pensava era: "Meu Deus, minha mãe! Ela sempre falou pra eu deixar a janela fechada... Meu Deus, eu vou casar daqui 3 meses, minha família vai ficar acabada.. " e jamais vou esquecer de sentir a presença de Deus naquela hora dizendo no meu coração: "Fica tranquila que ele não vai fazer mais nada com você".  Fiquei com uma sensação de impotência e eu fiquei pensando por vários meses que não valia muito a pena viver porque alguém do nada pode aparecer  e tirar sua vida num segundo; destruindo seus planos, conquistas e o que você tem de mais especial, SUA FAMÍLIA!
Então vamos levantar, tomar atitude e lutar por um lugar melhor não só por nós, mas por nossos FILHOS. É isso que me faz continuar e acreditar.

Desejo uma sexta de muita PAZ pra todas vocês!

Hoje também dei minha contribuição ao Cantinho das Mamães Corujas, se puderem passar lá, eu agradeço!
E participem também!! Pequenas atitudes fazem grandes mudanças!



Beijos!!!

quarta-feira, 10 de outubro de 2012

BC - Um basta contra a violência infantil!



Está rolando essa BC por iniciativa da Francisca e da Marcella.
Claro que eu não deixaria de participar. Vamos lá:

Hoje em dia, está cada vez mais 'comum' criança ser maltratada! São vídeos, fotos e matérias sobre isso. Eu fico me perguntando quantas crianças mais sofrem em diversos lugares nesse exato momento. São agredidas por familiares, conhecidos, DESCONHECIDOS... e aí? O que vai acontecer com essas crianças?

Eu acredito piamente que uma criança que cresce sendo 'educada' na base da violência física E verbal.. ou vai crescer um adulto muito triste com sérios problemas psicológicos ou vai ser aquele adulto que só vai resolver as coisas na mão e no xingo. E pior, criará seus filhos assim.
Sem contar na violência sexual. Como que pode, gente?
É de assustar.

Pensa que esse ser que chega ao mundo, vem zerinho. Zero bala mesmo. Tudo nele é novo (nota-se ao tocar aquele pele macia de bebê). Ele depende da gente PRA TUDO. Inclusive pra aprender o que é amar, cuidar, respeitar, se importar e ZELAR. Pra você que fala: "Eu não comento violência nenhuma contra o meu filho, nunca encostei um dedo nele!!" mas que fica xingando, depreciando a criança.. saiba que isso é um tipo de violência e seríssima!!!

Chega de ver esse tipo de situação e fingir que não está vendo 'porque o filho não é seu, cada um cria como quer'. Não é assim... Crianças são especiais e necessitam de todo o amor e cuidado possível.
Quando ver uma criança sofrendo esse tipo de situação (seja qual violência for), não pense que você não tem nada a ver com isso porque não é seu.. Pense: "E se ele fosse meu?".

Lembre-se: "Os maus só gritam, quando os bons ficam CALADOS."
Faça sua parte.


~*

Gente, estou como convidada no blog da Aline. Que tal dar uma olhadinha no post especial que fiz?
Clica aqui!


E hoje foi a minha estreia no Cantinho das Mamães Corujas! Quer saber os cuidados que você deve tomar ANTES de engravidar? Só dar um pulinho AQUI!


Beijos e até a próxima!!

sábado, 6 de outubro de 2012

Blogagem Coletiva - Doar vida, EM VIDA

Boa tarde, queridas amigas!!!
Bastante gente anda me cobrando presença no blog, mas estou numa correria aqui, gente. Espero que entendam. Estou me recuperando porque quinta extraí meu dente do siso, então estou quietinha por aqui rs

Vou postar hoje porque recebi um convite irrecusável da Tati: uma blogagem coletiva a respeito da doação de medula óssea. DOAR VIDA, EM VIDA.
Vamos lá:



Começando com as informações BÁSICAS: 

~*O QUE É MEDULA ÓSSEA?
É um tecido líquido-gelatinoso que ocupa o interior dos ossos, sendo conhecida popularmente por 'tutano'. Na medula óssea são produzidos os componentes do sangue: as hemácias (glóbulos vermelhos), os leucócitos (glóbulos brancos) e as plaquetas. As hemácias transportam o oxigênio dos pulmões para as células de todo o nosso organismo e o gás carbônico das células para os pulmões, a fim de ser expirado. Os leucócitos são os agentes mais importantes do sistema de defesa do nosso organismo e nos defendem das infecções. As plaquetas compõem o sistema de coagulação do sangue.

~* O QUE É TRANSPLANTE DE MEDULA ÓSSEA?
É um tipo de tratamento proposto para algumas doenças que afetam as células do sangue, como leucemia e linfoma. Consiste na substituição de uma medula óssea doente, ou deficitária, por células normais de medula óssea, com o objetivo de reconstituição de uma nova medula saudável. O transplante pode ser autogênico, quando a medula vem do próprio paciente. No transplante alogênico a medula vem de um doador. O transplante também pode ser feito a partir de células precursoras de medula óssea, obtidas do sangue circulante de um doador ou do sangue de cordão umbilical.


~*COMO É O TRANSPLANTE PARA O DOADOR?
Antes da doação, o doador faz um rigoroso exame clínico incluindo exames complementares para confirmar o seu bom estado de saúde. Não há exigência quanto à mudança de hábitos de vida, trabalho ou alimentação. A doação é feita em centro cirúrgico, sob anestesia, e tem duração de aproximadamente duas horas. São realizadas múltiplas punções, com agulhas, nos ossos posteriores da bacia e é aspirada a medula. Retira-se um volume de medula do doador de, no máximo, 15%. Esta retirada não causa qualquer comprometimento à saúde.


~* QUAIS OS RISCOS PARA O DOADOR?
Os riscos são poucos e relacionados a um procedimento que necessita de anestesia, sendo retirada do doador a quantidade de medula óssea necessária (menos de 15%). Dentro de poucas semanas, a medula óssea do doador estará inteiramente recuperada.


PARA SE TORNAR UM DOADOR É PRECISO:

Ter entre 18 e 55 anos de idade; 
Estar em bom estado geral de saúde; 
Não ter doença infecciosa  transmissível pelo sangue.

Informações retiradas daqui!

E outra informação: Tem que se cadastrar como doador voluntário num Hemocentro! Não se esqueçam também de atualizarem seus dados: endereço, telefone.. caso ocorra uma mudança. Assim, se eles encontrarem alguém compatível, poderão te achar e você poderá salvar uma vida.
~*

Pra quem mora na região de São Paulo, veja onde doar:


Santa Casa de Misericórdia de São Paulo
Rua Marquês de Itu, 579
Vila Buarque – São Paulo-SP
CEP: 01221-001
Telefone: (11) 2176-7000 / 0800-167-055

Hemocentro Regional de Ribeirão Preto
Rua Tenente Catão Roxo 2501
Monte Alegre - Ribeirão Preto/SP
CEP: 14.051-140
Telefone: (11) 3963-9300

Hemocentro Regional de Marília
Rua Lourival Freire, 240
Fragata - Marília-SP
CEP: 17.519-050
Telefone: (14) 3402-1868 / 3402-1866

Hemocentro Regional de Campinas
Rua Carlos Chagas, 480 

Hemocentro da Unicamp - Campinas-SP
CEP: 13.083-878
Telefone: (19) 3788-8740

Núcleo de Hemoterapia de Franca
Av. Dr. Hélio Palermo, 4181 – Santa Eugênia – Franca – SP
CEP.: 14409-045
Telefone: (16) 3727-3666

Hemonúcleo Hospital Universitário de Taubaté
Av. Granadiero Guimarães, 270 – Taubaté – SP
CEP.: 12020-130
Telefone: (12) 3633-4422 – ramal: 7623 / 7593

Hemocentro São José do Rio Preto
Av. Jamil Feres Kfouri, 80 – Jardim Panorama – São José do Rio Preto – SP
Telefone: (17) 3201-5151 / 3201-5078

Demais regiões aqui!

Gente, muitas pessoas não pensam em doar devido ao MEDO. Combata o medo com INFORMAÇÃO!!! Procure em algum hemocentro de sua cidade, peça para conversar com os profissionais. Eles darão todas as informações, explicarão detalhadamente e você ficará informado.
Uma amiga minha quis doar e foram buscá-la na casa dela e depois a levaram. Pra quem mora em Botucatu, pode entrar em contato com o Hemocentro da Unesp!!
O que falta realmente é se DOAR. A gente se emociona com filmes, novelas e 'mal sabe' que podemos fazer isso na vida real. Salvar alguém. Minha irmã foi voluntária de um hospital que trata crianças que tem leucemia. É uma vida muito difícil, gente. São várias crianças que muitas vezes deixam suas casas e suas famílias pra se submeterem a um tratamento. Mães que deixam outros filhos e o marido pra morar com a filha num hospital. 
São pessoas que necessitam de alguém que pelo menos se disponha a doar. 
Vamos, por um momento, nos colocar no lugar do outro. Se fosse com você, com alguém muito querido e você soubesse que SÓ precisava de alguém que TENTASSE. Que fosse lá, se informasse, fizesse os exames e se tudo desse certo, doasse.
Você não vai tá salvando algo pequeno. Vai tá salvando uma vida. Permitindo que uma criança continue dando sorrisos e felicidade aos pais, permitindo que adultos construam sua carreira e famílias. Permitindo que  A VIDA CONTINUE.
E aí? Que tal mobilizar amigos, familiares e conhecidos, irem todos a um Hemocentro mais próximo e se informarem? Reúna sua galera, faça o bem e tudo que você plantar de bom, você colherá em DOBRO.
Deus abençoe a todos!!!
Um ótimo sábado!!!
Beijos!!!





quinta-feira, 13 de setembro de 2012

Blogagem Coletiva: Quanto mais amor melhor!!!

Olá, amores!!!
Bom, super fiz questão de participar dessa blogagem coletiva que a Drih organizou!
O motivo é o seguinte: duas mães foram ao programa Encontro com Fátima Bernardes, dizendo que elas deixaram seus filhos chorarem a noite inteira porque elas precisavam trabalhar. Uma delas disse que deixou o filho se esganar de chorar durante a noite por cinco dias e que funcionou!! A outra disse: "Não tem certo ou o errado. Tem o certo PRA VOCÊ!"
Essas mães tem um blog onde aconselham as mamães com dicas!

E a polêmica partiu daí: deixar o filho chorar a noite inteira ou não? Qual seria sua postura? O que acha disso tudo?
E eis que estamos aqui, com a blogagem coletiva:


Bom, quero deixar bem claro que TUDO na maternidade é RELATIVO. O que funciona pra mim, pode não funcionar pra você. Não estou aqui para julgar, estou aqui para falar do MEU PONTO DE VISTA E O QUE FUNCIONA AQUI EM CASA.
Olha, eu concordo com o que uma delas disse de: "Não tem certo ou errado. Tem o certo pra você!" Só que eu complementaria: "Não tem certo ou errado. Tem o certo pra você E PARA O BEBÊ!!"

A partir do momento em que o Miguel nasceu (e até antes, enquanto estava na barriga), não posso simplesmente escolher o que é certo PARA MIM e ignorar o meu filho. Existem teorias que defendem: a cama compartilhada, o bebê dormir sozinho no berço, você acalentá-lo durante a noite ou você deixá-lo chorar a noite inteira porque ele tem que se acostumar e entender que a noite é feita PRA DORMIR!!!

Nós nunca quisemos aderir a cama compartilhada por vários motivos. Mesmo assim, há vários dias que fazemos. É uma delícia, TENHO QUE ADMITIR. Mesmo acordando toda torta e dolorida, é uma delícia dormir sentindo o cheirinho dele, acordar com ele e eu noto que ele adora, porque fica aconchegado entre o papai e a mamãe. Uma prática que não gostamos muito de seguir (devido as dores no corpo ao acordar e ao medo de machucá-lo porque nossa cama não é muito grande), mas eu ainda vejo algo positivo na cama compartilhada!! Acontece algumas vezes, mas na maioria o Miguel dorme sozinho no berço (desde o 2º mês). E adora também, dorme todo largaaado, esparramaado e acorda feliz da vida!

Agora EU não vejo NADA DE POSITIVO em deixá-lo chorar por HORAS porque 'eu simplesmente tenho que dormir'. Meu coração DÓI só de pensar. Eu sei que eu preciso dormir. Grande coisa, todos precisam dormir (mães ou não). Só que eu também tenho bem CRAVADO na minha mente, que o meu filho (que ainda é um bebê e mesmo se não o fosse) precisa de mim. Tudo na vida tem que ter EQUILÍBRIO. Quantas vezes o Miguel não fica resmungando enquanto tá dormindo e eu levanto, fico olhando de longe pra ver se tá tudo certinho, se ele vai despertar. Quando ele desperta, eu não pego. Muitas vezes ele volta a dormir sozinho. Dá uma acordadinha, olha pro quartinho meio: "Ah, estou aqui.. Hum... será que durmo de volta?". Enquanto isso, fico na sala com o abajur ligado e lendo um livro até ver que ele dormiu ou que não vai dormir e tomar alguma atitude (qualquer uma, menos deixá-lo chorando). Não sou o tipo de mãe que socorre no primeiro choramingo dele. Quando vejo que o chorinho dele tá 'evoluindo' para algo maior, que de resmungo por "não consigo dormir" está indo para um choro irritadiço, já levanto, pego e converso bem baixinho com ele, pergunto: "O que foi? O que está acontecendo? Tá tudo bem... Mamãe está aqui." E ele se acalma. E tem vezes em que eu levanto e ponho ele no berço 1 MILHÃO DE VEZES! A mesma 'dança': pega, acalma, embala e ele dorme. Põe no berço. Acorda de novo e por aí vai. Até ele dormir.

O bebê sabe CHORAR. Ele não sabe dizer: "Olha mamãe, estou com calor. Liga pra mim o ventilador, não estou conseguindo dormir"; "Meu dia foi muito agitado"; "Estou com dor, mamãe. Me ajuda?". Ele não fala ainda, então ELE CHORA!! O Miguel agora aprendeu a gritar, então além de chorar, ele grita xD
Olha, resumindo: pare, observe e TOME UMA ATITUDE. Se eu puder dar um conselho, meu conselho é esse: Interprete o choro do seu filho e faça algo.
Muitas vezes eles choram por manha, EU SEI. Acreditem, não mimamos o Miguel em demasia. Quando sei que é manha, eu falo: "Oh, você precisa dormir, está tarde e você tem que descansar. Amanhã é um novo dia." E ELE DORME! Acreditem ou não!

Minha opinião sobre deixar chorar a noite inteira está mais que clara, né? rs
Acredito que além de amor, temos que ter RESPEITO por nossos filhos. São bebês? São.
Mas são bebês que tem seu jeito, suas necessidades (que diferem de um bebê para outro), são únicos e precisam ser respeitados.
Lembre-se que quando seu filho chora a noite, as vezes ele só precisa de um tapinha carinhoso nas costas só pra saber que você está ali pra e por ele. E sempre vai estar.

Mais uma vez: não julgo quem toma esse tipo de atitude, só tenho o direito de expressar a minha opinião quanto a isso.

Obrigada, Drih pela oportunidade de participar da BC!

E vocês, o que pensam?
Beijos!!!





quinta-feira, 9 de agosto de 2012

Blogagem Coletiva - LEITE É AMOR ♥

Olá, queridas!!
Demorei pra postar, né?? Mas queria esperar hoje para poder participar da blogagem coletiva que a Nívea Salgado criou!!! Vamos lá??

Muito difícil você encontrar uma gestante que não quer amamentar. Claro que eu não fui a exceção. Sempre tive em casa muitos panfletos, slides, trabalhos e informações sobre a amamentação e os benefícios do leite materno. De tantas preocupações que eu tive durante a gravidez, NUNCA entrou a amamentação. Tinha em minha mente o seguinte: "Bom, pode ser que seja difícil no começo.. mas nada que um pouco de prática e paciência não resolva". Bola pra frente, vamos escolher o enxoval!!!

Os 9 meses se passaram... e chegou o grande dia!!! Assim que vi seu rostinho, pensei: "Humm, quero logo amamentar, tomara que não demorem para levá-lo pro quarto".



Todos sabem que o bebê está mais esperto nas primeiras horas do nascimento, eis o motivo pra amamentação acontecer o mais rápido que puder. E ele foi pro quarto rapidinho mesmo. Aquele bebê tão pequenino, tão lindo e tão preguiçosooo!!! Não queria saber de mamar! Tudo bem, esperaremos.
E esperamos, esperamos e tentamos e tentamos. Ele não queria saber. O que contribuiu muito para a 'não pega' do Miguel, foi o atendimento. Uma mulher em especial fazia coisas que nos incomodavam e ele só ficava nervoso, atrapalhando todo o processo da amamentação (onde é necessário paciência, TRANQUILIDADE E SOSSEGO). Quem quiser (re)ver a situação, só clicar aqui!

Fomos para casa em meio a bomba de tirar leite, copinhos, seringas, bicos de silicone e tudo mais para que ele não largasse o seio. Até que com um pouco mais de 1 mês, ele não quis saber mais mesmo. Creio eu que foi por conta do trauma devido ao atendimento, só de deitá-lo na posição para amamentar, ele se jogava pra trás e chorava. Mas 'tudo bem', eu ia tirando o leite e dando no copinho.. Como ele não estava sugando o peito, foi diminuindo a produção de leite até que chegou ao fim (por isso a importância de amamentar para que a produção de leite não pare).
No começo fiquei triste. BEM triste. Não gostava de ver fotos, informações, textos e depoimentos sobre amamentação. Me sentia incompleta, como se eu não estivesse me doando inteiramente pro meu filho.
Fazia o leite artificial com um DESÂNIMO mas na hora de dar de mamar, pegava ele e sorria:
- Olha o que a mamãe fez com muuuito carinho!! Espero que esteja gostoso!!!

E enquanto ele devorava tomava aquele leite, eu ficava olhando e pensando:
- Meu Deus, proteja ele de qualquer enfermidade. Que ele não tenha nada devido a falta da imunidade, esta que só o leite materno pode proporcionar. Que ele cresça saudável e sem problemas.

Quantas lágrimas, quanta vontade de amamentar. E a raiva de quem pode amamentar e 'simplesmente não quer'? Sim, eu sei que cada uma tem o direito de escolher se amamenta ou não, mas só quem quer amamentar e não consegue, sabe a vontade de falar um: "O quê?? Ele pegou mas você não quer?? Como assim??".
Isso não altera o amor de ninguém. Por isso o título da blogagem coletiva LEITE É AMOR. Leite materno, artificial, leite de algum banco de leite.

Foi nesses momentos em que eu torcia demaaais pra ele não ter nada, que eu me peguei pensando no quanto eu AMO o meu filho! Não pude dar leite materno pelo tempo que eu queria, mas o amor que eu carrego no peito por ele.. é infinito. Esse, mesmo se ele não quiser pegar, não acaba!! hahahaha

A amamentação é algo sublime. Quem tiver a oportunidade, deve experimentar. É algo inexplicável. Ver o olhar dele pra você, o carinho, ouvir o barulho da deglutição (olha a corujice) e ver ele mamar, mamar e mamar até cansar!



Resumindo tudo: claro que o leite materno é de longe, a melhor opção para nutrir seu filho.. mas o ingrediente que não pode faltar, é o AMOR. É esse ingrediente especial que pode ser encontrado em todos os tipos de leite, que faz seu filho crescer forte e saudável!


Eu desejo muita saúde e leite com amor para cada pimpolho de quem passa por aqui!!!

Um beijo e até a próxima!!!!


"Esse post faz parte da Blogagem Coletiva com objetivo de incentivar a doação de leite materno aos Bancos de Leite. Saiba mais informações de como doar clicando no selinho!"


E vamos lá de novo...

Resolvi voltar com o blog, mas só pra mim mesmo. Reli meus posts antigos. Fiquei tão grata por ter registrado muitas coisas que se nao tiv...