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segunda-feira, 17 de março de 2014

~* A história do nascimento do Miguel - Parte 2


Oi, gente!!
Demorei pra voltar aqui mas estava cheiaa de coisas pra fazer. Nesse tempo Mi completou 2 aninhos e fds passado foi a festa dele. As fotos chegam essa semana, depois mostro um pouco aqui pra vocês como foi.

Vamos pra segunda parte da história do nascimento do Mi?
Pra quem não leu a primeira parte, está aqui.

Quis contar tudo realmente desde o começo pra mostrar como passamos por alguns problemas (como muita gente passa e só fui descobrir isso depois que passei) e também porque acredito piamente que comecei a ser mãe desde o momento em que tive a vontade no meu coração!
Então vamos lá:


Bom, na segunda vez que engravidamos fomos fazer US e quando vi o bebê, ele parecia grande! Afinal, eu tinha engravidado já uma vez e só vi um 'cisco', uma bolinha... e dessa já tava bem maior e com o mesmo tempo de gestação. Aí o médico disse:
- Você tomou remédio pra tentar engravidar?
- Eu tomei um remédio pra deixar a menstruação regular porque meu ciclo é todo bagunçado (e disse o nome do remédio).

- Hummm... porque tem dois aqui.

Meu queixo caiu! Na hora eu fiquei extremamente felizzzz! Olhei pro meu marido e ele tava feliz também, mas vi que ele não tirava o olho do médico. Quando olhei pro médico, ele tava sério. Ele disse:
- Que interessante... Tem 2 bebês, mas só um saco vitelínico pros dois. Tinha que ter dois aqui....

Na hora já vi que aquela conversa não ia ser muito boa. Foi então que ele me disse que de duas uma: ou um sobreviveria (porque não teria nutrientes para dois ali) ou perderia os dois. Ele achou os bebês muito pequenos, mas disse que poderia ser por conta de serem gêmeos, que gêmeos são menores mesmo, mas que ele achava que eu já tinha perdido mesmo. Disse também que eram gêmeos idênticos! Pediu pra eu voltar em uma semana.
O duro foi sair da sala de exame com uma notícia dessas, com o sogro esperando na saída e a gente tentando disfarçar. Confesso que dessa vez eu não me abalei tanto, sabe por quê? Eu tinha 7 dias pra voltar lá e em 7 dias pode acontecer muita coisa. Sim, eu acredito em milagres. Chegamos em casa, eu olhei pro meu marido e fiz uma careta: "Que pena, né?". Aí ele encostou na parede do corredor e foi descendo, chorando com as mãos no rosto e se perguntando por que mais uma vez estávamos passando por aquilo. Aquilo partiu meu coração em mil pedaços, porque eu também não sabia a resposta. Nós somos um casal que acreditamos muito em Deus, então procuramos não nos preocupar com isso até porque não tinha nada o que a gente pudesse fazer; se ficássemos pensando só naquilo ia aumentar nossa sensação de impotência. Então oramos a Deus e confiamos. Acreditamos piamente que tudo poderia mudar, mas eu já tinha na minha cabeça e no meu coração que Deus já sabia que isso iria acontecer, que Ele sabia o antes, durante e depois, então eu deveria ficar tranquila e confiar. Voltamos em uma semana e infelizmente tínhamos perdido mesmo os bebês, um deles tinha até 'sumido' e o outro tava beeem pequenininho, não tinha crescido mais mesmo.
Dessa vez o médico me deu um remédio e ficou esperando o aborto, disse que seria melhor que a curetagem. Passaram-se uns 15 dias e eu tive um aborto espontâneo. Uma dor quase insuportável, muito forte, muito sangramento. Chorei de dor por uma tarde. Depois disso, fiz outro US e deu pra ver que o útero estava limpinho. 

Fizemos novos exames e aí descobrimos que minha progesterona estava baixa também. Ficamos mais 6 meses esperando para poder tentar de novo e nesse tempo tomando progesterona. Como eu não queria ficar mais um ano parada em casa, comecei a fazer faculdade (um sonho!) enquanto dava esse tempo e tentava engravidar. Não sabia quanto tempo ia demorar, então fui ocupar minha cabeça com outras coisas.
Eis que passaram os 6 meses e eu engravidei na primeira tentativa! :D
Descobri nas férias da faculdade. Aliás, cursei só um semestre. Eu que juraava que estudaria grávida, porque estaria grávida e não doente; que quando parasse pra ter o bebê, voltaria 6 meses depois! Não fiz nada disso. Parei porque eu tinha UM SONO... UM SONO que nunca tive em toda minha vida! Eu dormia 16 hrs por dia e babava de sono na faculdade. Ficava prestando atenção na aula e juro, parecia que era só eu dar uma piscada que o olho começava a pesar e eu já nem sabia mais do que a professora tava falando. Fiquei super perdida!

Continuei tomando progesterona (o que me deu ânsia demaaais e me inchava horrores) e vi que eu tinha que parar mesmo. Eu não ia conseguir estudar. Como eu amava (e amo) o curso (Psicologia), queria estar ali 100% e não 50% (se bem que nos momentos de sono forte, acho que só tava ali 10% da minha pessoa). Fizemos a primeira US nas primeiras semanas pra ver se tava td certinho e estava! E gente, vi um trocinho balançando e perguntei pra médica o que era aquilo e ela disse:
- É que não dá pra ouvir pq ta muito novinho.. mas é o coração dele! :)


Vocês tem noçãoooo da felicidade em ouvir aquilo?? A gente que engravidou duas vezes, perdeu 3 bebês e nunca tínhamos ouvido/visto um coraçãozinho.. VER ALI o coração do bebê batendo NOS DEU UM ALÍVIO e uma ALEGRIA tão grande!!! Nunca vou esquecer!

Bom, hora de escolher o nome. Queríamos ter um nome desde sempre. Sempre gostei muuuito de Laura! Acho simples, doce e delicado. Acontece que nasceu uma Laura na família e eu não gosto de colocar nomes de crianças que conheço/tenho contato, porque meu marido chama Felipe e meu sobrinho também, quando se reúnem e começam a chamar "Felipe" os dois ficam perdidos hahahaha Então ficou Alice se fosse menina. Menino eu queria Davi. Felipe bateu o pé que queria pq queria que fosse Miguel. Como vcs já sabem, ele venceu essa luta ;) Então com 12 semanas, quando fomos fazer US de translucência nucal (que me deixaram malucaaaa quanto a isso!) o médico disparou: "Já vou logo dizendo que não dá pra saber o sexo, hein? É mto novinho!!" e eu dando uma de nem aí: "Ah, com certeza!! Não estamos preocupados com isso. :)" #sqn hahahah


Aí ele ficou olhando, olhando e disse:
- Vocês estão vendo ali?
Felipe: Aham... :)

Brenda: Sim!!

- Então... PARECE que é um menino!
Felipe só aqui: :D


E eu rindo por dentro porque achei que tinha visto o nariz do nenéémm hahahaha Ainda bem que depois do SIM, não emendei um: "É o nariz dele, né Dr.??". 


Qndo eu vi ele pela primeira vez 'formadinho', pernas, braços... naquele dia, eu tive certeza que era menino. Eu bati o olho e pensei: "Gente.. que jeito de menino." Pois é. Antes eu tinha certeza q era menina porque tinha sonhado que era rs 
Felipe estava lá só sorrisos.. Aí o Dr:

- Mas não vai comprar nada azul ou verde, tá?? Só parece...


Viu outras coisas e depois voltou pra ver direito e disse:
- Nossa, mas parece MESMO um  menino!!!


E AÍ eu vi direitinho. :3 E tive CERTEZA que era menino, não podia ser uma menina! heheuhe
O médico ainda disse que estava 'muito protuberante pra ser uma menina.' xD

Na mesmaaa semana compramos o enxoval do Mi rs Com 16 semanas confirmamos, e era mesmo o nosso Miguel lá! ♥ 

Eu comecei a fazer hidro com 6 meses, me ajudou muuuito com a dor nas costas e no nervo ciático. O Miguel também gostava, viu?! Quando eu parava de me mexer na água, ele ficava mexendo na barriga, meio: "Vaamos, mãe!! Tava uma delícia, vamos lá!"  xD

Ai gente, quando entrei na hidro, tinha outras pessoas que já faziam hidro há mto tempo então já estavam acostumadas; acontece que eu não conseguia fazer algumas coisas e a água ME LEVAVA. Eu passava a maior vergonha passando na frente de todo mundo, sendo arrastada pela 'correnteza', com aquela toquinha preta. Parecia um cocozinho boiando no meio deles huehuehe 

Aahh, eu era a única gestante que ia com o barrigão de fora! Adoraava! Short, top e uma barriga redonda, grande e muito esperada! ♥ Olha uma foto antes de ir pra hidro:



-*

No próximo post, falarei sobre os desconfortes que tive, o quartinho do Mi e porque escolhi cesárea. Espero que tenham gostado!

Beijos!!! 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

A história do nascimento do Miguel - Parte 1 ~*

Olá!!
Hoje quero contar pra vocês a história do nascimento do Miguel, desde o começo... Por isso vou dividir em partes!
Algumas pessoas sabem como tudo aconteceu, outras não sabem todos os detalhes e outras não sabem nada. Então vamos lá:


Quando faltavam 3 meses pro meu casamento, meu marido e eu decidimos engravidar. Quando fui ao primeiro médico, ele já tirou todas as minhas esperanças. Disse que era muito difícil engravidar rápido, que poderia levar até 1 ano ou mais. Ele só entraria com alguma abordagem só se tentássemos por 1 ano sem sucesso. Aí já me disse que eu tinha ovário policístico e enfim, saí de lá super desanimada.
Porém, 1 mês depois e eu já me encontrava grávida! :) Já espalhamos a notícia pra meio mundo! Fui em outro médico dessa vez (aliás, antes de pensar em engravidar, já tinha ido nesse médico e ele pediu para que eu fosse lá com 6 meses de antecedência quando quisesse tentar, porque aí ele me prepararia para a gestação). Já estava tomando ácido fólico bonitinho e fiz os exames que ele passou. Lá descobrimos que meu sangue era B e o fator Rh negativo. O fator Rh positivo possui uma proteína chamada antígeno D na superfície dos glóbulos vermelhos, quem não tem esse antígeno, é Rh negativo (meu caso). Isso só é importante se o bebê for Rh POSITIVO. Se ele for, a mãe tem que tomar uma vacina até 72 horas após o parto. Mas por quê? Pelo seguinte motivo: se o sangue do bebê entrar na corrente sanguínea da mãe, o sistema imunológico dela pode reagir contra esse antígeno D do sangue do bebê, como se ele fosse um "invasor", e aí pode produzir anticorpos contra ele (podendo provocar anemia, icterícia ou até mesmo insuficiência renal e hepática).  A vacina é extremamente importante, porque uma vez que haja sensibilização, vai permanecer pra sempre no seu corpo. Essa vacina destrói rapidamente qualquer célula do bebê que esteja na sua circulação, antes que você comece a produzir anticorpos. Durante a gestação, fiz um exame chamado Coombs Indireto, pra ver se tinha criado sensibilização contra o bebê. Não se fazia todo mês, graças a Deus nunca deu nada e um dia depois do nascimento do Mi, já tomei a vacina. É bem dolorida, mas é necessário né? Agora se no exame durante a gestação você descobrir que houve sensibilização, aí vão monitorar a gestação mais de perto para detectar possíveis sinais de anemia no bebê.
Ah, se descobre o tipo sanguíneo do bebê no dia do nascimento mesmo, é retirada uma amostra do cordão umbilical. 
Mas enfim!!

Eu estava super empolgada com essa gestação e na primeira consulta, foi meu marido e meu melhor amigo. E eles ficaram bravíssimos comigo quando eu saí da sala falando que tinha visto o bebê no US.
Os dois: ":O PQ VC NÃO CHAMOU A GENTE??"
- Mas eu não sabia que ele ia fazer US... Não deu pra ver nada, era só um pontinho ali rs
- Mesmo assim!!!!!

E eu tava adorando tuudo! Ganhei um livro do médico falando sobre a gestação e o parto e estava me sentindo a mais grávida de todas e ficava até imaginando que chique seria dizer pra alguém: "Sair hoje? Não posso.. Tenho consulta de pré natal!"  ;*


Logo no comecinho eu tive um sangramento leve que não passou e aí fui parar no hospital. Fiquei lá em observação e quando fizeram US, disseram que o bebê tava muito pequeno, por isso não dava pra ver os batimentos cardíacos, mas que estava tudo bem. Fui pra casa  e no mesmo dia tive mais sangramento e fui pro consultório do médico. Lá ele faz um US e disse:
- Oh.. tá vendo aqui? Era pra ter movimento aqui, era pro coraçãozinho dele estar batendo já....
- Uhum.... (e já olhei pra cara do meu marido - na época namorado - com aquele nó na garganta se formando)
- Então... não há batimentos aqui. Você perdeu o bebê, eu sinto muito....
 Eu fiquei arrasada... Chorei muito ali mesmo na frente do médico que ficou olhando com uma cara de: "Odeio ter que dizer isso". Saímos dali e eu já não queria nem casar mais. Perdemos o bebê faltando uma semana pro casamento. Eu não estava no clima pra festa nem nada, mas no fim me convenceram que já estava tudo pronto, vários contratos assinados, não ia dar pra desistir na última hora. O casamento foi muito legal, surpreendentemente consegui me divertir e até esquecer essa dor, mas lembrava a cada vez que alguém vinha falar: "Parabéns pelo casamento e pelo bebê! Que venha com muita saúde" e passava a mão na minha barriga. Não deu tempo de avisar a todos que tínhamos perdido, então muita gente veio nos parabenizar também pelo bebê.
Esperamos 6 meses pra tentarmos de novo, e nesse tempo de espera continuei tomando meu ácido fólico religiosamente! Ahhh, esse meu médico 'esqueceu' de me dar a bendita vacina, tomei diaaas depois. Aí descobri que nem precisava ter tomado porque ela não teria efeito nenhum, já que passou das 72 horas. Ou seja, R$200,00 jogados no lixo. Falam que é MUITO difícil ocorrer sensibilização em casos de aborto e tal, mas é bom prevenir, né? 
Mudamos de médico mais uma vez e cheguei com a tocha acesa:
- Eu quero engravidar, já perdi um bebê, meu sangue é negativo e tenho ovário policístico!


- ... Ok. Bom, sobre o sangue ser negativo não tem problema nenhum, podemos cuidar disso. E vc não tem ovário policístico, se tivesse, eu saberia na hora porque você apresentaria as características. Por que do aborto?
- O médico disse que era anencefalia...


E aí conversamos e na hora ele já começou a anotar um monte de coisa e começar um tratamento pra engravidar. Tomei um remédio para continuar ovulando regularmente (já que meu ciclo era irregular) e tinha os dias certos pra ter relação, aproveitando o período fértil*. Em 2 meses engravidei. De gêmeos. Idênticos. 

-

Como o post tá muito grande e gosto de falar todos os detalhes de tudo, a saga continua no próximo post, ok?! rs

Beijos e até mais!!!

* Gente, depois eu descobri através de outros especialistas que a melhor coisa é engravidar NATURALMENTE, sem medicamento nenhum, que só se deve usar medicamentos em casos realmente necessários. Acredito que eu não precisava, poderíamos ir tentando até o tempo em que os próprios médicos dizem ser o normal (1 ano a 1 ano e meio). O remédio que eu tomei aumenta a chance de ter gêmeos, e por mais incrível que seja engravidar de gêmeos, devemos levar em conta que é uma gestação de risco. Então enquanto for viável, melhor optar pelo natural mesmo, na minha opinião : )

E vamos lá de novo...

Resolvi voltar com o blog, mas só pra mim mesmo. Reli meus posts antigos. Fiquei tão grata por ter registrado muitas coisas que se nao tiv...